Abuso Sexual em Massa?

imagesOntem o jornal O Globo postou uma notícia sobre um abuso sexual em massa ocorrido na praça Tahirir neste domingo, durante as comemorações pela posse do novo presidente.

Mulheres sendo molestadas e violadas em praça pública em frente à uma platéia de egípcios que, por sua vez, nada fazem para impedir tais atos ou ainda participam dos mesmos.

Me parei a pensar porque este tipo de barbárie acontece ainda neste país (e em outros também) nos tempos de hoje. Volto a chegar à uma básica conclusão: Quando um povo é privado de sua sexualidade, seja por questões culturais ou por questões religiosas, coisas desta natureza acabam acontecendo.

Os jovens egípcios, sem ter acesso ao sexo, por proibições óbvias de sua cultura/religião, aproveitam-se de momentos como esses, comemorações em massa, para satisfazer suas curiosidades. As mulheres e meninas acabam sendo vítimas de seu próprio povo. Pois estes jovens acham-se no direito de explorar estas mulheres, já que elas deviam estar em casa e não ali comemorando um marco na história de seu país, pois obviamente, elas não tem este direito.

Hoje pela manhã estava assistindo à uma entrevista na CNN, onde uma ativista feminista egípcia contava como havia sido agredida, violentada e torturada durante a comemoração de dois anos da Revolução no ano passado, na mesma praça conhecida. Ela contou que os mesmos homens que  à levavam para a ambulância também à violavam e abusavam dela, mesmo prestando “socorro”. Lá estava ela, inconsciente e mesmo assim, sofrendo graves ferimentos sexuais que a deixaram por dias internada no hospital.

Não sou defensora da promiscuidade e respeito àqueles que desejam se guardar para o matrimônio. Mas não também não concordo que aqueles que preferem usufruir dos prazeres sexuais antes do casamento, devam ser julgados ou excluídos, coisa que ocorre no Egito (e demais países árabes).

As mulheres egípcias não tem direito sobre seus corpos. Elas não podem ter relações antes do casamento, muitas vezes arranjado, porque não serão aceitas por homem algum. Mas esta tudo certo ser estuprada em praça pública. Isso pode né. Os meninos, por sua vez,  não podem saciar sua explosão de hormônios, naturais da juventude porque não existem meninas que possam “ajudá-los”, pois isso é Haram. Tenho comigo que se o medo da punição para quem pratica sexo antes do casamento, seja ela divina ou humana não fosse tão certo para estes jovens, o Egito seria menos violento neste sentido.

Senhores, não estamos falando de casos isolados. Mais de 15 jovens deram baixas em hospitais neste mesmo domingo, vítimas de abusos. O que seria isso então??? Azar??? Uma coincidência??? Ou seria um retrato da sociedade egípcia atual, onde os homens estão desesperados por uma liberdade sexual que à eles é negada por uma exigência, não se iludam meus amigos, pura e simplesmente religiosa.

Agora vem aquela parte chata, onde os defensores de plantão dizem: Mas no Brasil também acontecem estupros e blá blá blá…

Ok, agora me contem um caso de estupro que ocorreu durante as reivindicações no Brasil? O que ocorreu foi muito vandalismo, roubo, depredação de patrimônio e muita gente machucada, agora estupros??? Quem???? Quantos???

Os casos de estupro (absurdos por sua natureza) que ocorrem no Brasil são isolados e o mais importante, PUNÍVEIS POR LEI ESPECÍFICA. Mesmo que ainda ocorram em grande quantidade em algumas regiões, não é uma questão cultural ou religiosa. Não vou entrar em detalhes, mas na maioria destes casos, a violência sexual é doméstica.

Obviamente que o Alcorão não permite o estupro, ou ainda que a religião islâmica apoie essa violência, mas suas imposições contra a liberdade sexual, que não é mais cabível aos dias de hoje, levam a estas consequências. Sim, quase nenhuma religião permite o sexo antes do matrimônio, mas quantas meninas católicas, evangélicas, etc. você conhece, que deixaram de se casar por não serem mais virgens? Alguma punição para elas?

No caso do Egito, o atual presidente exigiu que as NOVAS LEIS contra violência sexual sejam colocadas em práticas. Isso mesmo, novas. Não existiam leis específicas para este tipo de crime antes no país. Porque não era preciso? Não meus queridos, apenas porque a violência não era divulgada!!!

O que mais me chocou na reportagem da CNN foi a entrevista realizada com meninos nas ruas do Cairo, indagando sobre a violência sexual ocorrida. As respostas me surpreendem (ou não):

“Se a mulher sai de casa sem estar coberta é porque ela quer que a gente pegue ela”

“Quando a mulher não usa a burca, ela permite os homens a tocar nela”

“Se a mulher estivesse coberta eu não tocaria nela”

E por aí vai…

Agora o melhor disso é que todas as meninas internadas naquele dia, vítimas da violência sexual na praça,  estava usando o véu, cobrindo seus cabelos e com roupas discretas. O que prova mais uma vez, que basta ser mulher!

Aqui está um dos links que contam o ocorrido inclusive com um videozinho:

http://oglobo.globo.com/mundo/video-leva-prisao-de-sete-por-assedio-jovem-na-posse-de-sisi-12787406

Abraços

Andréia Feijó

 

PARABÉNS PARA YASMINE!!!

Nem farei comentários…

Mas parabéns à essa menina por sua coragem.

Quantos estupros ocorreram nos Protestos no Brasil?

Aí vem pessoal dizer que não é uma questão de cultura e religião…
Eis a entrevista da Revista  Marie Claire:

link: http://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2013/07/os-estupros-no-egito-sao-uma-forma-de-impedir-o-direito-das-mulheres-se-manifestarem.html

“Os estupros no Egito são uma forma de impedir o direito das mulheres se manifestarem”

Yasmine El Baramawy foi estuprada em novembro do ano passado enquanto protestava na praça Tahrir. Foram repetidas vezes e por dezenas de homens. Veja o depoimento que a egípcia deu a Marie Claire

 

YASMINE EL BARAMAWY DECIDIU NÃO SE CALAR E CONTOU SUA HISTÓRIA COMO FORMA DE AJUDAR OUTRAS MULHERES. “O ESTUPRO É UMA VERGONHA PARA O ESTUPRADOR, NÃO PARA O ESTUPRADO” (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

As manifestações em massa no Egito trazem outra coisa além das pessoas nas ruas desde a derrubada de Mohammed Morsi. No começo de julho, uma nova onda de abusos sexuais atingiu, ao menos, 91 mulheres, de acordo com a organização Human Rights Watch. E uma delas teve coragem de revelar o que sofreu.

 

A musicista Yasmine El Baramawy, de 30 anos, decidiu se manifestar desde o início dos protestos que invadiram o Egito. Em 23 de novembro do ano passado ela estava na icônica praça Tahrir quando foi atacada por, pelo menos, 15 homens. Passada a raiva e o medo de andar nas ruas de seu país, ela decidiu contar o que aconteceu com ela. “O estupro é uma vergonha para o estuprador, não para o estuprado”. Leia o depoimento de Yasmine para Marie Claire.

“Participei dos protestos desde janeiro de 2011 pedindo por justiça social e liberdade. O protesto no qual fui atacada era contra a declaração constitucional fascista de Morsi, publicada no dia 21 de novembro. Claro que às vezes sentia medo do perigo, principalmente quando as forças de segurança ou os bandidos nos atacavam. Mas nunca imaginei que pudesse ser estuprada ali.

O ataque aconteceu de repente no meio do gás lacrimogênio. Um homem me agarrou dizendo que estava me protegendo. Fiquei em choque, mas não com medo. Também senti muita raiva, mas nunca tive medo. O ataque começou com 15 homens. Em seguida, dezenas deles me estupraram com as mãos ou com objetos pontiagudos, mas não com o pênis. Depois, rasgaram minha roupa. Um deles veio com um canivete por trás e me estuprou.

Não conseguia nem piscar porque estava completamente em choque. Por várias vezes tentei me livrar deles e lutava de volta contra as agressões. Não sabia como aquilo terminaria, mas decidi lutar até que alguma coisa, qualquer coisa, acontecesse. Ou eu morreria ou alguém conseguiria me salvar.

Fui levada para uma região distante e eles continuaram me estuprando. Nesse bairro, uma mulher e seus vizinhos perceberam o que estava acontecendo e me ajudaram. Ela me puxou para cima de um carro e os parentes e vizinhos dela lutaram contra os agressores.

 

A MUSICISTA DE 30 ANOS VAI CONTINUAR PARTICIPANDO DOS
PROTESTOS EM CAIRO (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

MARCAS NA ALMA
Por algum momento, desejei sair do Egito e nunca mais voltar. Esse sentimento permaneceu por alguns dias, mas depois desapareceu. Agora posso dizer quero ficar aqui. Depois de tudo o que aconteceu sei que fiquei mais forte e mais confiante. Claro quepenso nisso a maior parte do meu dia, mesmo tentando não pensar, até porque isso se transformou em algo público e tirou essa chance de mim. Mas, contar essa história para outras mulheres me permite ir esquecendo o que aconteceu aos poucos. Tive medo de andar pelas ruas do meu país por um período. Só que andei até que esse medo fosse embora. Depois do que aconteceu, a forma que encontrei de me proteger é andar em pequenos grupos. Assim, posso continuar participando dos protestos. E, sim,vou continuar até o fim.

 

DIREITO DAS MULHERES
Os estupros no Egito durante as manifestações são uma forma clara de impedir o direito de as mulheres se manifestarem. Este crime acontece apenas na praça Tahrir e contra manifestantes anti-Morsi. É uma forma de assustar as mulheres e suas famílias para que não se juntem aos protestos. Isso arruína a imagem dos revolucionários.

Sei que me transformei em um exemplo quando decidi revelar minha identidade e o que aconteceu. Divulgar a minha mensagem sobre o estupro não é um erro. A vítima não pode sentir vergonha disso. A vergonha deve vir de quem o praticou. Acho que a verdade ajuda a entender o tamanho real do problema como uma forma de encontrar uma solução adequada para isso. Se não soubermos do problema, nunca estaremos aptos para resolvê-lo.

Se eu encontrasse os homens que fizeram isso comigo, não seria violenta como eles foram. Simplesmente conversaria com eles. Tenho muitas questões sobre as mulheres na vida deles e sobre o jeito de eles pensarem. Tenho muitas perguntas que precisam ser respondidas e a principal delas é “Por que vocês ficaram rindo de mim?”.

Se eu pudesse dizer algo para mulheres que passaram o mesmo que eu, diria que não se machuquem pelo que aconteceu simplesmente porque algumas pessoas doentes tentaram prejudicá-las. Elas são as vítimas, não você. Gostaria de dizer tanto para os homens, quanto para as mulheres, que o estupro é uma vergonha para o estuprador, não para o estuprado. Nunca fiquei com vergonha. Acredito que esse é o meu destino e eu o aceitarei.”

 

OS ADOLESCENTES DO EGITO

Tardei mais voltei…

Devo confessar que andava sem assunto ultimamente. Minha criatividade não estava presente nesse corpo e a preguiça estava tomando conta do meu ser.

Mas, na semana passada um ocorrido fez com que novamente um “click” estalasse em minha mente. Comecei então a juntar algumas informações e resolvi escrever  sobre o assunto citado no título acima: Adolescentes egípcios.

Ao fazer uma progressiva no cabelo de uma menina de quatorze anos percebi que adolescentes no Egito são seres repletos de dúvidas e inseguranças.

Até aí nenhuma novidade não é?

Mas, ao contrário do que você está pensando, as dúvidas e inseguranças dos jovens daqui são muito diferentes dos jovens daí.

Enquanto os teens ocidentais pensam em coisas do tipo como não engordar, como ficarem saradinhos, na roupa que vão colocar na festa, como inventar mentiras para os pais, no namoradinho (a), na virgindade que (não) custam a perder e por último no futuro profissional. Os adolescentes egípcios carregam fardos um pouco mais árduos.

Uma das maiores preocupações das meninas, por exemplo, e na hora em que deverão utilizar o véu.

De acordo com o Alcorão, a mulher deve usar o Hijab a partir da primeira menstruação. Mas, na prática isso nem sempre acontece. Algumas meninas relutam a seguir esta regra.

Para mim, nada mais que um sinal de evolução, para outros, um pecado mortal.

Ao conversar com esta menina, perguntei se ela já havia decidido quando daria esse passo. Ela respondeu dizendo que esta era a decisão mais difícil que uma jovem tinha que tomar. Ela gostava da liberdade de usar seu cabelo do jeito que ela quisesse.  Adorava fazer penteados e usar ornamentos nas madeixas. Mas ao mesmo tempo se punia por não estar seguindo as regras de Deus, mas que com a ajuda de Allah ela em breve tomaria coragem.

Então eu perguntei o que aconteceria se ela não usasse o véu. Ela respondeu:

Se eu não usar o véu eu tenho ABSOLUTA certeza que eu não vou para o céu!!!

Eu, me fazendo de boba continuei:

Mas quem disse isso?

– Allah ora!!! O profeta Mohamed é muito claro em suas palavras através do Alcorão!!

Foi então que não resistindo à tentação eu indaguei:

Então isso quer dizer que eu estou fadada as chamas do inferno????

Silêncio e um sorriso sem graça…

Para amenizar eu disse:

Não se preocupe… Se eu for para o inferno esse será o motivo mais irrelevante na hora do meu julgamento!!!

Hahahahahahaha

Só para deixar clara a piada, eu não acredito no inferno, ok?

Mas o que mais me chama a atenção nisso é que as famílias, ou melhor, parte delas, não está mais forçando as meninas a usar o véu.

Muitas mães que eu conheci, deixam a critério das filhas a sua própria fé. Isso para mim é um grande passo nessa sociedade. O livre arbítrio.

Nas classes mais baixas, o véu ainda é obrigado pelas mães e pelos pais. Acredito que a razão seja a ignorância de informação mesmo. Essas classes são mais manipuláveis e questionam menos os ensinamentos.

Ao mesmo tempo, nas classes mais altas, percebi que meninas mais velhas que nunca usaram o Hijab, decidiram passar a usar depois de tempos. Sem mais nem menos passam a cobrir suas cabeças. Questionei a razão disso e a resposta foi que hoje em dia elas estão mais maduras para compreender os ensinamentos do Alcorão. Que desta forma se sentem mais junto de Deus e que encontraram a sua fé.

Para mim: Retrocesso

Outra grande diferença na mentalidade é a sexualidade dos jovens.

É sabido e também dito pelo próprio profeta que toda e qualquer criatura terrena inicia seu período sexual no início da juventude. É impossível escapar das mudanças hormonais. Elas vão acontecer de qualquer jeito.

No Egito não é diferente. Os adolescentes têm nitidamente os desejos sexuais aflorados, porém são obrigados a esconder suas sensações e desejos. Isso, na maioria das vezes acarreta várias consequências irreparáveis na fase adulta.

Ao caminhar pelas ruas do Cairo é fácil observar os grupos de jovens entre 14 e 18 anos interagindo de uma forma extremante imatura. Os meninos principalmente. Ao invés de estarem voltados para as meninas estão preocupados com os amiguinhos. Se abraçam e se acariciam de uma forma excessivamente íntima. A meu ver, isso é mais um sintoma dessa castração sexual imposta pela religião e pelos costumes.

O sexo masculino principalmente precisa extravasar a sua volúpia. Conter isso só trará mais problemas. Principalmente a homossexualidade. Existem muitos estudos que comprovam que a iniciação sexual do menino no Egito ocorre com seu melhor amigo. Eu não estou inventando isso não. Só pesquisar no Google.

As meninas, para suprir suas necessidades acabam casando-se com o primeiro pretendente que aparece pela frente. Muitas vezes fazendo escolhas erradas e precipitadas.

A irmã mais velha dessa menina também é minha cliente. No auge de seus 30 anos, ainda procura o par ideal. Conversando com ela sobre esse assunto ela me esclareceu muitas dúvidas.

Ela me contou que tem muitas amigas que se casaram com verdadeiros crápulas, apenas para se livrar do peso do casamento. Ficar para titia aqui no Egito é um problema sério.

Perguntei a ela o porquê desse desespero e então ela largou a máxima:

Queridinha… Se a gente na casar a gente não vai transar nunca!!!!

A maioria dos jovens egípcios já estão comprometidos desde a infância.

Isso por vezes traz uma certa segurança, principalmente para as meninas. Estando seguras do matrimônio, elas não precisam se preocupar tanto com a estética como as ocidentais.

Outras vezes isso é um motivo de desespero. A rejeição pelo escolhido transforma a vida dessas meninas em um inferno constante. Imaginar-se casada com aquela pessoa que ela repudia não é nada acalentador.

Para os meninos, ter um parceiro pré-determinado simplesmente significa que a perda de sua virgindade está garantida. Claro que se a menina for um verdadeiro bagulho o jovem ficará frustradíssimo, mas os hormônios ignoram esse contratempo na maioria das vezes.

Os jovens aqui não namoram. Ficam noivos e casam. Não existe a pegadinha de mão. O beijo roubado ou os amassos atrás da igreja…

Conversando com as adolescentes, percebi que existe uma certa frustração  por elas terem nascido meninas. Na mente dessas meninas, a vida do menino é mil vezes mais fácil. O Egito gira em torno do sexo masculino.

Conversando sobre gravidez e filhos, reparei que a grande maioria delas preferem ter meninos. Mas não porque a religião prega que os homens são mais fortes e blá blá blá, mas porque a vida delas é muito sofrida mesmo e elas não desejam que suas filhas passem pelo mesmo.

Por outro lado as exigências e expectativas sobre os meninos são inúmeras. Eles precisam ser os comandantes da família. Eles precisam ganhar dinheiro suficiente para sustentar a prole e a esposa. Não existe outra meta na vida a não ser esta. Isso é um fardo grande a ser carregado.

Certamente que atrás de uma história triste sempre existe um lado positivo a ser avaliado. No caso dos adolescentes egípcios, o direito de ser criança ou jovem sem se preocupar com os padrões estéticos e sexuais que a sociedade ocidental impõe é o melhor lado.

Aqui eles brincam, saem, fazem festa sem maldade. Os assuntos não envolvem sexo, drogas ou aneroxia. Eles simplesmente são crianças. Isso eu tenho que admitir é maravilhoso.

Tenho muitas amigas brasileiras que preferem criar seus filhos no Egito que no Brasil. Elas temem pelos excessos da sociedade e pela sexualidade precoce que nós desenvolvemos. Aqui você pode ficar bem mais descansada, não tendo a necessidade de se tornar um radar ambulante sobre as companhias e hábitos do seu filho.

Mas também penso que um pouco de sexualidade não faz mal a ninguém. Crescer  sem contato físico (e isso aqui vai até os 25/30 anos) não pode ser muito saudável. O ser humano precisa aprender sobre sua sexualidade enquanto jovem. Do contrário serão adultos frustrados e problemáticos.

Então nem tanto ao céu nem tanto ao inferno não é mesmo?

Uma “afofadinha” não faz mal a ninguém!!

Ao contrário de muitas opiniões, eu penso que casar virgem é uma perda de tempo (hahahaha). A possibilidade de essa relação (sexual) ser prazerosa é bem menor do que as relações entre casais mais experientes.

Nada como a prática!!!

Uma prova disso são os jovens egípcios que moraram no exterior e tiveram a oportunidade de se relacionar com outros parceiros.

Ao se apaixonar por outra pessoa que não aquela que está prometida, ele percebe que o amor é muito mais do que um comprometimento de casamento. A frustração destes jovens ao retornar ao seu país e serem obrigados a casar com pessoas as quais eles não amam é terrível.

Para aqueles que se casam virgens não tenho certeza do que é pior. Imagine nunca saber se aquilo que eles possuem é o “pacote completo” ou se poderia ser muito melhor?

Foi exatamente isso que eu disse para a minha cliente que por opção própria ainda não casou.

Mas como você vai saber se seu parceiro é o ideal quando você nunca teve outro?

Resposta:

Às vezes é melhor não saber o que tem lá fora. A decepção é menor…

Mas pensem bem…

Ser privado do primeiro beijo, da sensação da paquera e até da decepção amorosa é realmente necessário?

Quem não se lembra desses sentimentos adolescentes tão marcantes? O que mais significaria a adolescência se não estas descobertas fantásticas?

Antes que os mais radicais se manifestem, eu concordo: Sim o Brasil está demais… Muito precoce, muito exposto e muito prematuro para os jovens. Acredito que seja necessário existir um meio termo para tudo.

Mas ignorar a explosão física e hormonal da adolescência e conter os impulsos de uma forma tão radical não pode ser saudável. Do contrário Alah não teria nos dados todas estas descobertas simplesmente para que fossem traduzidas como forma de pecado.

Para que fazer do sexo algo tão bom??? Porque então não fazer como as plantas… Joga a sementinha no ar e vê no que dá?

Que nos poupasse então de tamanha tentação não é mesmo???

Beijos

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