SUSPIROS POR PARIS!

Palavra do dia:

Viagem: rihlah

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Neste novembro, aproveitamos a visita de minha mãe e o feriado do Hajj (feriado Islâmico de peregrinação à Meca) para darmos um pulinho em PARIS. Agora, após quatro dias de pura realização, me encontro sentada em minha sala no Cairo, tentando juntar todos os suspiros de minha viagem para compartilhá-la com vocês.

Chegamos a Paris numa manhã de terça-feira e estava bastante frio. Estávamos em quatro pessoas e por uma questão de comodidade, contratamos uma Van antecipadamente para nos buscar no aeroporto. Aconselho o serviço a todos aqueles que carregam mais de uma mala. Fácil, prático e de certa forma econômico.

Mouling Rouge

Pelos vidros da caminhonete, pude sentir meus primeiros momentos de emoção. Ver a cidade organizada, com o trânsito fluindo e as mulheres vestidas elegantemente pelas ruas, acabou por criar um grande contraste com minha cidade atual. Neste momento percebi  quanto o Egito está atrasado em termos de civilização e também como o Brasil, tem um longo caminho a percorrer.

Nosso hotel ficava localizado no bairro de Montmartre. Um lugar alto da cidade, simplesmente encantador. Suas ruas repletas de cafés e restaurantes, cada qual mais charmoso que o outro. Tudo parecia perfeito. As pessoas caminhando pelas calçadas com seus cães, as quitandas de frutas expondo as cores da estação e as lojas de vinhos exalando o perfume da uva. Sim, me senti como se participasse de um livro de romance francês.

Como não somos de perder tempo, largamos as malas e nos pusemos a caminhar. Era cerca de meio-dia e o sol aparecia suavemente entre as nuvens. Ao descermos as ruas da cidade, avistamos logo de cara o prédio do Mouling Rouge com seu famoso moinho vermelho. Foi um cabaré de alta responsabilidade com certeza.

Abre Parênteses

Para aqueles que querem assistir ao show do Mouling Rouge devo dizer que não criem muitas expectativas. Em minha opinião achei o típico “pega-turista”. É caro, as dançarinas são fracas e a mistura cultural apresentada é extremante confusa. Apenas uma cena da famosa dança do Can-Can é apresentada e de forma bem pouco sincronizada. Mas esta é apenas minha opinião!

Fecha parêntese

Continuando por nosso caminho chegamos então a uma parte mais central de Paris. Decidimos fazer nossa primeira refeição francesa.

Escolhemos dentre os vários restaurantes da região e pedimos então, o “vinho da casa”. Não preciso dizer que o vinho francês é excelente. Suave, frutado e desce suavemente pela garganta. Isso na verdade pode ser um problema. Hehehe. Bebemos vinho em todas as nossas refeições desde o primeiro dia. Aliás, esqueci como era o gosto da coca-cola por quatro dias. Cada dia um vinho diferente. Todos os dias as mesmas palavras:

– Este é o melhor vinho de todos!!!

Arco do Triunfo

Os restaurantes e cafés de Paris são em sua maioria, lugares pequenos e aconchegantes. Não vá a França e espere por lugares espaçosos. As mesas são juntinhas uma das outras, as pessoas ficam super próximas e o atendente tem seu próprio tempo de atendimento. Achei isso fantástico. Me senti extremamente bem em todos os lugares que almocei ou jantei. Os preços são bem razoáveis, mesmo com o vinho. Não faça uma viagem destas e economize na comida. Você estará perdendo umas das maiores atrações!!

Vista do topo do Arco

Saímos do restaurante, um tanto quanto “altos”, mas fomos imediatamente curados pelo frio. Após quinze minutos de caminhada eis que surge em nossa frente o monumental ARCO DO TRIUNFO!!! Uma construção feita em comemoração às vitórias militares de Napoleão. Algo realmente imponente e a altura deste conquistador. Ele localiza-se em uma das extremidades da AVENIDA CHAMPS ELYSSÉS, na Praça Charles de Gaulle. Após uma longa seção de fotografias, subimos as cansativas escadarias do arco. Valeu o esforço!!! A vista lá de cima é fantástica!!!! A cidade de Paris estava iluminada pelo sol e avistar pela primeira vez a TORRE EIFFEL, foi com certeza um dos melhores momentos de minha vida. Do topo do arco pode-se ver toda a cidade e suas inúmeras atrações. Foi algo realmente inesquecível.

Continuando nossa maratona parisiense, fomos nos movendo em direção à torre. Este momento foi digno de mais um suspiro, talvez o mais profundo de todos. Ao atravessar a rua, avistamos o RIO SENNA, e ao olharmos acima do rio, lá estava ela… Magnífica…  LA TOUR EIFFEL.

Tivemos uma sorte fantástica nesta hora. As nuvens pesadas de frio se aproximavam unindo-se ao sol que estava se pondo atrás da torre. Isso fez o momento ainda mais mágico, uma verdadeira obra de arte. As cores alaranjadas do céu e nossos sorrisos de literalmente abestalhados, serviram para substituir qualquer palavra.

A Torre Eiffel

Muitas vezes me questionei porque cultuamos tanto obras que foram construídas pelos homens, por vezes ainda mais do que aquelas construídas pela natureza. Apreciamos as Pirâmides, as Muralhas da China, prédios famosos e obviamente a Torre Eiffel, mas deixamos passar em branco uma cascata, uma montanha ou até mesmo uma árvore diferente.

Avistar a Torre Eiffel respondeu a todas as minhas respostas. Mesmo sendo uma obra mais recente (1889), ainda sim, é uma das coisas mais fantásticas que já presenciei. Ela simplesmente parece pertencer aquele lugar desde que o mundo é mundo. Imponente e majestosa, pode até ter sido construída pelo homem, mas pertence certamente, a toda a humanidade.

Não satisfeitos em contemplá-la somente de longe, e aproveitando o anoitecer do dia, resolvemos subir na torre. Chegamos a sua base e suas luzes então se acenderam a fim de nos dar as boas vindas. Lindo!! Aquele tom avermelhado em contraste com todo o emaranhado de ferro é emocionante. A fila estava tranqüila e passados alguns minutos de espera, lá estávamos nós, subindo pelo seu elevador (chegava de escadas pelo dia). Quando enfim, alcançamos o segundo andar, pois o topo estava fechado (sniff), entendemos a famosa expressão: Paris, a Cidade Luz!

Aquela vista é deslumbrante!! Mesmo com o frio que a esta altura convidava para a retirada, conseguimos apreciar o espetáculo da cidade iluminada, desta vez, pelas luzes artificiais que se fazem mais uma atração imperdível. Para agradecer nossa visita, a torre começou a piscar e assim permaneceu por dez minutos inteiros. Éramos parte do espetáculo!

Não deixe de subir a torre à noite, mesmo que tenha que enfrentar uma fila assustadora. Ela merece sua visita e você se arrependerá se perder este momento!!

Vista da Torre

Voltando para nosso hotel, a fim de estrear um dos diversos restaurantes do bairro, pegamos então nosso primeiro metrô.

O metrô de Paris é bem prático. As linhas são um pouco complexas e demoramos um tempo até nos adaptarmos. Uma vez ocorrido, nunca mais deixamos de usar. Esta é a forma mais econômica e fácil de mover-se pela cidade. Para aqueles que como eu, não “nadam no ouro”, o metro é um grande aliado. Por vezes tivemos que descer em uma estação e caminhar até outra para pegarmos a nossa linha, mas elas não são distantes uma das outras e aproveitamos para curtir ainda mais a cidade.

Minha mãe decidiu ficar no hotel enquanto Rodrigo e eu fomos à caça de um restaurante. Não preciso dizer que nosso jantar foi maravilhoso. Neste dia levei a minha pequena lição de moral em Paris. Ao pedir uma salada, solicitei como de costume, o vinagre balsâmico o qual não vivo sem. A atendente me olhou e simplesmente respondeu:

Saladinha básica

– Nesta salada tem tudo o que você precisa!!

Fiquei um tanto quanto irritada nesta hora. Como assim não vai trazer o vinagre??? Ao experimentar a salada tive que dar toda a razão à moça!! A salada estava perfeita do jeito que viera. No final do jantar eu me dirigi a ela e disse:

– Você tinha toda a razão! Era tudo o que eu precisava!

Na verdade ocorre que os franceses apreciam tanto a culinária que eles definitivamente, não gostam que você altere os sabores criados por eles. E eles estão certíssimos!!! Todos os restaurantes apresentam a opção de Menu Pronto. Você escolhe entre cinco entradas, cinco pratos principais e cinco sobremesas. O melhor disso é que você não erra nunca!!! Comi pratos simples e espetaculares. Todos eles feitos com muita perfeição. É só sentar e escolher, sempre acompanhados de um vinho nacional, lógico.

No segundo dia, após uma noite de sono para recompor as baterias, continuamos nossa caminhada por Paris até batermos de frente com a Galeria Lafayette. Para aqueles que curtem umas comprinhas, não há lugar melhor em Paris. As taxas são quase nulas e você encontra simplesmente de tudo!! Toda decorada por motivos natalinos, o lugar estava convidativo a torrar alguns euros. Mas eu resisti bravamente à tentação e consegui sair de lá sem uma sacolinha sequer.

Museu do Louvre

Após o almoço fomos conhecer o MUSEU DO LOUVRE. Imaginem uma quadra inteira, decorada por um castelo gigantesco, digno de filmes de aventura antigos. Na entrada localiza-se a pirâmide de vidro, que iluminada, transforma o local em uma paisagem inacreditável. Lá dentro encontram-se obras como a Mona Lisa, Vênus de Miló, pinturas valiosíssimas e esculturas de arrepiar a alma, tamanha perfeição.

É impossível conhecer o museu em apenas um dia. Se você ficar em Paris por uma semana, aconselho gastar um tempo por lá, mas como eu tinha apenas quatro dias, tive que visitar apenas as principais atrações do local. Valeu cada minuto corrido!

O MUSEU DE ORSAY também é ponto obrigatório de visita. Por ser muito menor que o Louvre, mas também de grande importância, é possível ser melhor aproveitado em curto tempo. As Portas do Inferno de Rodin e pinturas de Van Gogh, Monet entre outros são obras fantásticas.

Catedral de Notre-Dame

Atravessando o Rio Senna, em uma pequena ilha chamada Île de la Cité encontramos a CATEDRAL DE NOTRE-DAME (1163 d.C.) Uma obra dedicada à Maria, mãe de Jesus. Decididamente fabulosa!! Avistar o local me remeteu ao desenho animado da Disney do Corcunda de Notre-Dame, impossível não lembrar! Mas ao me aproximar dela, me senti como em um filme de suspense. Seus gárgulas observando as pessoas lá de cima são quase que assustadores e chegam a dar arrepios. Sua formação gótica nos dá a impressão de velha, mas na verdade esta Catedral é perfeita em sua forma. Em seu interior pode-se ver os vitrais não avistados por fora e sua cúpula é realmente linda. O famoso órgão, que infelizmente não pode ser visitado, é imponente e magnífico. Não sou uma pessoa religiosa, mas a catedral conquista qualquer cético ou ateu por sua simples beleza.

Com o tempo estava em nosso favor e as horas custavam a passar, decidimos especular mais profundamente a Avenida Champs Elyssés. Meu Deus!!! Se eu me achava pobre, ali tive a certeza!!! As coisas mais lindas e mais caras resolveram se unir naquele local e debochar da minha cara!! Admiro as mulheres de coragem que pagam EUR 10.000 em uma bolsa ou ainda EUR 20.000 em um casaquinho (e isso é baratinho viu?). A mim, restava apenas registrar a fachada das lojas com minha máquina fotográfica. Mas a rua em si é maravilhosa. Tanto a noite quanto durante o dia, o charme daquela avenida é indescritível. Seus cafés, suas lojas luxuosas, suas extremidades… Cartões postais de Paris indiscutíveis

Como já era noite, voltamos até o Arco para merecidamente, vislumbrar suas luzes à noite. Mas assistir, agora de longe, o piscar das luzes da Torre Eiffel, definitivamente foi um dos melhores momentos de minha viagem. Assistir ao espetáculo das luzes, sincronizadas, parecendo brincar com a ela, encheu meu coração de emoção e meus olhos de lágrimas. Imperdível!!!

Avenida Champs Elysses

Locais como a Praça da Concórdia, onde se encontram o Obelisco egípcio, o Estatuário, o belo chafariz e lindas edificações do século XVIII, assim como a Ópera Garnier, o Centro Pompidou, o Pantheon e a Assembléia Nacional, também valem muito a pena serem vistos.

A Torre Eiffel ao Piscar

No últimodia,como estávamos com pouco tempo, ficamos passeando pelos arredores do nosso hotel. A Basílica de Sacré Cœur é a principal atração do Bairro de Montmartre e é uma obra digna de visitação. Lá de cima de suasescadarias é possível avistar uma bela imagem de Paris e logo ao seu lado, a Praça dos Artistas, onde são expostos trabalhos e pinturas dos artistas locais vale o esforço da caminhada. O lugar é um dos pontos mais altos da cidade e suas ladeiras são cansativas porém extremamente charmosas.  Amei “ganhar” um tempinho por lá.

Feita nossa última refeição e após comprar algumas garrafas de vinho que não podiam ser deixadas para trás, é chegada a hora da despedida. Confesso que enchi os olhos de lágrimas ao me despedir de Paris. Não foi suficiente. Eu queria mais daquela cidade. Eu queria para sempre!

Saber que o Cairo me esperava não me confortava nem em pouco. Quando tomamos um banho de civilidade é difícil aceitar o fim. Infelizmente não vemos isso por aqui (no Cairo). Não quero me queixar, nem ser ingrata ao Egito, mas após conhecer Paris, torna-se impossível não comparar. Até mesmo com o Brasil que é minha pátria. Em Paris a educação, mesmo que à moda francesa, contagia. A elegância das pessoas, o perfume da cidade, a organização e o respeito são dignos de aplausos.

Nós, provindos dos países de terceiro mundo temos muito a aprender. Precisamos acordar e perceber que não existe mais tempo para o jeitinho brasileiro ou a ignorância egípcia (falo no aspecto cultural). Precisamos nos dar conta que podemos também ser melhores, educados e cordiais. Aproveitar aquilo que a história e as sociedades nos oferecem não é apenas preciso é indispensável!!!

Ao Revoir!!!

AO CAIR DA NOITE

Palavra do dia

Copo: Copeia

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Depois de tanto falar em religião, restrições e pecados, resolvi falar sobre um assunto mais leve: BALADA!!! Bom, não balada propriamente dita, mas sobre o lazer noturno do Cairo. Acho que está na hora de fazer justiça a esta cidade e contar um pouquinho sobre o lado divertido dela.

Cairo à Noite

Eu e o Rodrigo adoramos sair para jantar. Conhecer novos lugares sempre foi um dos nossos programas preferidos. Aqui no Cairo isso se tornou ainda mais interessante. Esta cidade possui uma vasta diversidade de restaurantes, cafés e bares. Aqui você encontra todo tipo de comida, desde lugares típicos à cozinha internacional. Muitos dos restaurantes que conheci aqui, não perdem em nada para os que costumava freqüentar no Brasil e arrisco até mesmo a dizer que alguns chegam a ser até melhores.

No Cairo a noite transforma-se completamente. A cidade que durante o dia é empoeirada e abafada, a noite transforma-se em um lugar exótico e fresco. Os hotéis ficam todos iluminados e a orla do Rio Nilo traduz-se em um verdadeiro cartão postal, virando o lugar ideal para as mais variadas aventuras gastronômicas. Embora o comércio permaneça aberto até altas horas, a cidade está um pouco mais tranqüila e o trânsito, ainda agitado, passa a ser menos engarrafado, facilitando o acesso entre os bairros.

O povo daqui adora sair à noite. Eles tem o hábito de ficar sentados nas ruas e olhar o movimento. As pontes e ruas mais conhecidas ficam lotadas. Muito engraçado ver os grupos de amigo e os casais levando suas cadeirinhas para sentar-se nos viadutos e nas calçadas. Não preciso dizer que esta hora também é propícia para um leve piquenique. Confesso que este programinha não me atrai nem um pouco, mas há aqueles que têm nisso o seu lazer maior. Vai entender!

Barco Blue Nile

Os melhores e mais caros restaurantes estão localizados no interior dos hotéis 5 estrelas. As bebidas alcoólicas são mais fáceis de ser encontradas nestes lugares, porque como eu já disse em posts anteriores, não são todos os lugares que as comercializam. Lugares internacionais como o Buddah Bar e Hard Rock Café estão centralizados nestes hotéis. Mas ainda temos as opções dos restaurantes flutuantes, vários barcos ancorados na orla grandes e iluminados, que foram transformados em restaurantes de cozinhas internacionais. Muitos deles são ao ar livre e nos dias menos quentes são uma opção e tanto.  Existem também os que se movimentam pelo rio, uma ótima opção para turistas, pois oferecem jantar e show local além do passeio ser super agradável.

Os bairros de Zamalek, Maadi e Mohandessin são os meus preferidos no quesito gastronomia. Restaurantes simpáticos e exóticos são um dos pontos atrativos destes locais. Ainda estamos desbravando o Cairo, mas já  tenho a listinha dos meus preferidos. Para quem vem para cá, não deixe de visitar o Sequóia , o Blue Nile e o Le Pacha.

Se você está em busca de algo, vamos dizer assim, mais dançante, o Cairo também oferece uma boa quantidade de casas noturnas bem legais. Claro que o conceito é diferente do brasileiro, o que por um lado é bem legal, pois não tem aquela “caçação” desenfreada (já passei da fase), porém, com jeitinho os solteiros podem até acabar se dando bem. Vai do jazz ao eletrônico e segundo alguns amigos (porque confesso que nunca fui), as casas são super bem freqüentadas, sendo a maioria por estrangeiros.

Costa Cafe

As cafeterias, que são por sua vez, os mais populares, também são excelentes. Redes como a Starbucks, Costa Coffee e Cilantro são as mais famosas e internacionais, porém existe uma infinidade de outras opções espalhadas por todos os lugares, todos mesmo!  À noite, elas viram points para o encontro dos adolescentes e lazer para os mais velhos. Ficam abertas até altas horas e estão sempre lotadas. O único problema é que em todas elas o fumo é permitido, não havendo locais separados para fumantes e não-fumantes. Aliás, este costume ainda não chegou por aqui. Existem também as casas de chá, onde os freqüentadores são apenas o povo local e em sua grande maioria homens. Dificilmente você encontra uma mulher neste lugar. Ali, fuma-se Sheesha e toma-se chá por horas e horas a fio. Devo dizer que no quesito higiene e decoração, o lugar está em última colocação no meu ranking.

Realmente o Cairo é muito rico em cheiros e sabores (de todos os tipos hehehe), pode-se viver muito bem aqui, tratando-se de alimentação principalmente. Claro que você precisa escolher bem o restaurante porque tem muita armadilha também. Mas a melhor parte é que para o bolso dos brasileiros, os preços não são nada salgados, muito pelo contrário se compararmos ao Brasil. Com R$ 100,00 você faz uma refeição digna de rei, o que não é possível por aí.

Aos poucos iremos descobrindo mais lugares. Quem sabe numa próxima vez eu não faça indicações mais elaboradas aos viajantes de plantão?

Beijo à Todos.

VOCÊ É AQUILO QUE VOCÊ COME!!

Palavra do dia:

Mea Mea: Tudo Ótimo

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“Homens. Comei dos alimentos lícitos e bons que há sobre a terra e não sigais os passos do Demônio! Ele é para vós um inimigo declarado. Ordena-lhes o mal e o desonesto e que digais contra Deus o que não sabeis”.

(Alcorão , 2: 168-169).

Você sabia que os Muçulmanos não comem carne de porco? Acho que isso todo mundo sabe! Mas você sabe por quê? Eu tentarei explicar.

carne de porco

O Islã acredita que o sangue é um tipo de corrente da vida, portanto, tudo aquilo que você come entra diretamente em sua corrente sanguínea, não sendo expelido por completo. Então, de acordo com os muçulmanos, as sociedades mais desenvolvidas são aquelas que melhor se alimentam (ninguém levou em consideração os USA que só comem hambúrguer e são os mais ricos né?).  Eles acreditam que os alimentos afetam o cérebro dos seres humanos, podendo alterar assim, sua natureza.

Todos os animais que se alimentam de carniça ou de alimentos estragados são considerados impuros aos muçulmanos, eles não podem se alimentar deles ou utilizar suas peles, o que significa que os leões e urubus também estão a salvo. Ufa!!  Sendo assim, o porco entra nessa leva, pois certamente ele também se alimenta de maneira imprópria. Aí você vai dizer: Mas e se o porco só se alimentar de ração?? Não interessa meu bem!! Uma vez porco, sempre porco!!

Porco faceiro da vida

O animal não muda a sua natureza, ele pode até ser bem alimentado, mas sempre será de natureza suja. Porco é preguiçoso, covarde, faz sexo em excesso e literalmente come qualquer coisa (eles esqueceram que o orgasmo do porco dura trinta minutos… Eu queria ISSO na minha corrente sanguínea, hahaha). A carne suína abatida, também apodrece com maior facilidade, muito antes dos cordeirinhos e das vaquinhas. A carne de porco também leva cerca de cinco horas para completar a digestão, duas horas a mais em média que as demais carnes, o que prova sua ineficiência como fonte alimentar saudável. Resumindo, quem acaba se lascando são os outros bichinhos, pobrezinhos!! Feliz do Porco!!

Agora vamos à verdade… (ou pelo menos à lógica)

A primeira geladeira doméstica surgiu em 1913, ou seja, muito depois de Maomé, o famoso profeta do Islã. Naquela época os alimentos eram conservados dentro da banha ou no sal, o que não facilitava em nada a vida da carne do pobre porco. Como a carne suína era a primeira a estragar, imagine você quantas pessoas não morreram por ingerir a mesma. O profeta, que não era bobo nem nada, percebendo a razão para tantas mortes, decidiu proibir o consumo da carne entre seus fiéis súditos e para convencê-los, precisou escrever isso no Alcorão, alegando serem ensinamentos de Alah. Mudar os hábitos alimentares não é fácil nos tempos de hoje, imagina naquele tempo que as opções eram poucas? Pena que ainda não inventaram uma religião que pregue a dieta, eu seria a primeira a me converter. Tudo em nome de Deus claro!

porco gay

Existe um site de origem muçulmana que citou a seguinte “pérola”:

“O consumo de carne de porco transforma heterossexuais em homossexuais”

Imagina a ira dos alemães???

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Isso deu a maior confusão por lá. O site se defendeu dizendo que, “pode” transformar, que isso não significa que todos vão virar gays. Hahahahahaha

Agora imagina a febre que não foi a tal da “gripe suína” por aqui? Uns se gabaram por dizer que era uma ira de Alah contra os cristãos, outros se protegeram abatendo os porcos que passavam pela frente. Uma loja que vendia a carne no Cairo foi fechada pelo governo. Na verdade isso não e uma lei realmente no país, mas como eles confundem religião e política social, já viu né!

Então, na verdade os mitos sobre a carne de porco foram facilmente derrubados após a criação da geladeira, mas nem todos são capazes de se modernizar e aceitar que as religiões também deveriam se atualizar e se adaptar ao novo mundo. Algumas religiões simplesmente não aceitam isso. Imagina você se os católicos aceitassem as mudanças sexuais do século vinte, se os Testemunhas de Jeová aderissem a moda das mini-saias, e assim por diante… Não sobraria nenhuma religião para contar história. Todos os fundamentos seriam jogados ralo abaixo. Mas eu acho que está na hora de uma atualização religiosa. Vamos atualizar esse link e mudar algumas coisinhas. Não podemos continuar baseados no passado para pregar o nosso futuro. Nem tanto ao céu e nem tanto a terra!!

Bom, depois de tudo isso, só tenho uma coisa a dizer: QUE SAUDADE DE UMA COSTELINHA!!!

Beijos

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