MAIS UMA HISTÓRINHA SEM FINAL FELIZ!!!!

Pessoal

 

Recebi um e-mail de uma leitora que contou sua recente história e pediu que eu divulgasse.

Esse é mais um exemplo de como devemos ter cuidado quando nos envolvemos com estrangeiros e ainda mais árabes. Não é preconceito, apenas uma dedução óbvia: DIFERENÇA CULTURAL!!!

Me desculpem mais uma vez as apaixonadas, mas aqui está um exemplo muito claro do que é passar por uma experiência dessas.

Se alguém tiver uma história feliz, que foi vivenciada além das redes sociais,  onde a diferença cultural não afetou a relação, além dos problemas normais de uma vida a dois que já são suficientes, por favor, me mandei uma mensagem por e-mail que eu ficarei feliz em postar!!!

Uma coisa é pensar que seu namoro virtual é perfeito, outra e viver o dia a dia da relação!

 

“Bem ano retrasado 2011, minha amiga veio com uma história de comprar umas passagens ( sou agente de viagens) para ir a Tunísia conhecer um homem que estava interessada e apaixonada, ajudei ela a obter toda documentação e passagens para a sua viagem. Após algum tempo lá ela me envia noticias que estava casada e feliz e que ele viria ao Brasil para viver com ela, ajudei novamente e consegui as passagens para ele vir, fui conhecer ele quando chegou ao Brasil e achei uma pessoa boa e que a minha amiga seria feliz.

Me distanciei um pouco deles, mas sempre tinha noticias no facebook que estavam bem e que iriam se casar aqui no Brasil também. 
Estava ocupada com minha faculdade, desiludida de alguns relacionamentos que estavam dando errado e com o trabalho que também não estava nenhuma maravilha ai um dia fui desabafar com essa minha amiga. 
Aconteceu que ela pediu ao marido dela que me apresentasse um amigo Tunisiano dele para que eu conversasse e quem sabe ter um relacionamento. Foi o que aconteceu, conheci um Tunisiano, de boa família, bonito jovem, não muito mais jovem que eu 3 anos de diferença, boa educação e logo começamos a conversar no Skype  sempre com a ajuda do tradutor. Conheci a família dele, ele conheceu a minha e logo estávamos fazendo planos de vivermos juntos, combinamos que eu iria a Tunísia logo que me formasse na faculdade, o que não deu certo pois meu padrasto faleceu e minha mãe estava frágil, não a deixaria só. Ele então ficou de vir ao Brasil assim que acabasse o Ramadã  e assim eu preparei tudo para vivermos juntos quando ele chegasse, aluguei apartamento perto do amigo dele e de minha amiga, comprei coisas para a casa e tudo mais, em setembro ele chegou no Brasil e logo fomos para nossa casa, na semana seguinte casamos na mesquita, estava tudo muito lindo mil sonhos e planos para nossa vida juntos.
Até que começaram os desentendimentos, ele tinha ciumes de tudo, de amigos de infância, de meu tio que era marido da minha tia então não era meu parente, de meu cabeleireiro por ser homem, de minhas amigas que conversava demais com elas, até da minha gatinha dizia que eu dava mais atenção a ela do que a ele.
Ficava em casa sem trabalhar e a família não havia mandado muito dinheiro e não mandaria mais, teríamos que nos virar ate ele poder arrumar um trabalho, demos entrada nos papeis para o casamento civil, e fomos nos virando, eu trabalhando e ele em casa!
A situação começou a ficar muito complicada, ele ficou muito sensível por estar longe da família e dos amigos e toda briga falava que iria embora, por que eu estava humilhando ele.
As brigas começaram a ficar violentas e ele gritava e falava muitas palavras duras para mim, por que eu não era árabe que nunca entenderia como é um casamento árabe por que meninas árabes nunca fariam o que eu fazia, e olha que eu já tinha mudado minha vida drasticamente, praticamente estava vivendo para o casamento, mas ele tinha raiva de tudo, até quando eu pedia para me ajudar com a casa, lavar uns pratos ou algo assim.
Comecei a achar que deveria voltar para a minha cidade perto da minha família, já não dava pra ficar morando de aluguel e eu tinha meu apartamento no outro bairro, um pouco distante do amigo Tunisiano dele, mas não iriamos mais pagar aluguel. Resolvi que deveríamos mudar, ele não gostou da ideia e ficou muito chateado de sair de perto do amigo dele, disse que eu estava querendo prender ele no meu mundo e tirar a vida dele, os costumes dele.
Enfim, fui morar no meu prédio onde minha família mora também, minha mãe e meu irmão, e deixava a casa bem mais cedo para trabalhar pois não fica no centro e chegava mais tarde em casa, as brigas ficaram mais e mais constantes e cada vez mais me questionava se teria feito a escolha certa.
Ligava para minha “amiga” ela dizia que eu tinha que me adaptar a este relacionamento que agora eu era a família dele, amiga, esposa e tudo mais.
Acontece que diversas vezes ele me xingava de todos nomes horríveis que possa imaginar, eu sou evangélica, nunca fui de baladas e de fazer nada que denegrisse minha imagem ou de qualquer pessoa que estivesse ao meu lado.
Começou a dizer que tinha deixado tudo na Tunísia por minha causa e que eu não respeitava ele, eu estava tratando ele como cachorro, que eu tinha enganado ele.

Chegou a me agredir, com palavras cada vez mais duras, chamar de puta, de mentirosa, mandava me fuder, coisas que nem gosto de falar…

Comecei a ficar deprimida, chorava muito e propus várias vezes separar, ele mudava dizia que eu era o amor da vida dele que deveríamos ter calma que as coisas iriam se ajeitar.

No dia do meu aniversario 07/02, meus amigos do trabalham nos convidaram a um restaurante japonês e fomos comemorar esta data, muito importante para mim estava completando 30 anos, ele foi e nos encontrou no restaurante, mas ele estava reclamando de dor de cabeça e que estava passando mal e que não queria ir embora para não estragar meu aniversario, mas o comportamento dele estava sendo notado por todos no restaurante, muito impaciente e nervoso que ele é, ficou bravo quando disse a ele baixinho para diminuir o drama, criou logo uma enorme briga, fez cena e tudo mais, acabei indo embora antes de meus amigos sequer cantarem parabéns para mim.

No ponto de táxi ele estava bonzinho, nem sequer esboçava que estava doente. 

Cheguei em casa chorei muito, muito mesmo, sofria com toda aquela situação, disse que ele tinha estragado meu aniversário e se ele estava feliz com isso, fui dormir muito triste pois trabalharia no dia seguinte. 
Fui trabalhar no dia 08/02 e quando cheguei do trabalho tamanha minha surpresa, ele tinha esvaziado todo o armário, tinha me deixado!
Isso mesmo, foi embora de casa, levou todas as suas coisas e deixou tudo que eu tinha presenteado a ele, deixou um bilhete dizendo que eu poderia ficar com a aliança que não queria me ver para pegar de volta.

Não tinha reação, não sabia o que fazer, fui me consolar com minha família que até então já estava cada vez mais presenciando cenas de brigas cada vez maiores.
Aconteceu outra vez de ele pegar as coisas e sair de casa, ainda morávamos perto dos amigos dele, eu fui atras pedi desculpas ( mesmo  não tendo feito nada de errado) e ele retornou para casa.

Desta vez não fui buscar ele, não fui atras, não liguei e não fiz nada!
Quando acabou o carnaval, resolvi ligar para saber como ficaria a situação das responsabilidades que arcamos juntos, o que faríamos  ele não me atendeu desde então e colocava minha “amiga” ( sim aquela que iniciou tudo isso) para falar comigo, ela dizia para eu não ligar para ele que eu tinha sido ruim que ele estava sofrendo e para não termos mais contato, que tinha se arrependido de ter me apresentado ao marido dela, que ele pensou que eu era uma boa pessoa, que tinha se arrependido de ter trazido o amigo dele para casar comigo que eu não merecia essa chace, que eu não sabia ter um relacionamento com um homem árabe e se ele fez alguma coisa comigo se me agrediu foi por que eu provocava ele, que eu sabia como era o temperamento dele que deveria respeitá-lo.

Perdi minha amiga, ela tinha se voltado contra mim, pensava que ela poderia me entender, mas me enganei, ela começou a defender ele como se ele fosse filho dela. 

Ele começou a me ligar de madrugada, dizer que eu roubei ele, que queria a aliança de volta que ele iria vender para ficar mais um tempo no Brasil.

Dia 19/02 devolvi a aliança a ele e pedi que conversássemos  para resolver as coisas do casamento e para irmos no cartório anular tudo.

Ele disse que não quer conversar que quando ele for embora para a Tunísia poderia até se despedir.
Que história hein Andreia, eu mesma não acredito que estou passando por isso!” 

 

Bom, a história ainda não acabou, vamos aguardar o desfecho!!!

Quanto ao marido, devo dizer que se ele não se adaptou aos nossos costumes, que volte para a Tunísia e que se case com uma mulher árabe, como ele esperava que nossa amiga fosse…

Quanto á amiga que apresentou os dois e que se voltou contra nossa protagonista, espero que ela seja muito feliz! Que a “forma” árabe de ser do seu marido não mude  a maneira dela de ser BRASILEIRA e livre para decidir sua vida!!!

 

Abraço à todos

 

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