AS LEIS DO AMOR PARA OS MUÇULMANOS

Não desposareis as idólatras até que elas se convertam, porque uma escrava fiel é preferível a uma idólatra, ainda que esta vos apraza. Tampouco consintais no matrimônio das vossas filhas (muçulmanas) com os idólatras, até que estes se tenham convertido, porque um escravo fiel é preferível a um livre idólatra, ainda que este vos apraza. Eles arrastam-vos para o fogo infernal; em troca, Deus, com Sua benevolência, convoca-vos ao Paraíso e ao perdão e elucida os Seus versículos aos humanos, para que Dele recordem. (221, 2ª Surata – Al Bakara)

Venho recebendo muitos e-mails de moças que estão se relacionando com muçulmanos ou por internet ou por outras vias nestes últimos dias. Estas mulheres procuram em mim por uma “luz” ou uma “verdade absoluta” que infelizmente eu não posso dar à elas.

Sou casada com um homem brasileiro. Nunca namorei homens muçulmanos. O que faço apenas é compartilhar minhas idéias e as experiências que outras mulheres dividem comigo. Portanto, não existem verdades absolutas aqui neste blog.

Como as perguntas e inseguranças são muitas, resolvi escrever mais um texto sobre relacionamentos entre muçulmanos e não-muçulmanas. Vou tentar abordar mais diretamente as leis da Shariah e do Alcorão sobre os direitos das esposas. Obviamente que minha opinião será exposta, afinal, criei o blog para isso.

Bom, vamos aos assuntos…

– Um homem muçulmano pode casar-se com uma mulher não-muçulmana?

Sim. Existem algumas condições para isto como: a mulher precisa ser fiel à sua religião, ou seja, acreditar em Deus e ter sido batizada. E a outra é não ter renegado o Islã, ou seja, ter sido batizada muçulmana e ter trocado de religião.

Porém, para ser consumado o matrimônio no sentido legal, a mulher precisa ter um REPRESENTANTE LEGAL. Isso quer dizer minhas amiguinhas que vocês não são donas do próprio nariz. Para mim isto é mais uma prova de que a mulher não é vista como igual perante o Islã. Você não tem direito de tomar suas decisões legais. Isto é uma regra da Shariah, as leis islâmicas baseadas no Alcorão e nos ensinamentos do Profeta Mohamed.

O homem apenas precisa de duas testemunhas, mas não precisa da autorização de ninguém.

O inverso, no caso uma mulher muçulmana casar-se com um não-muçulmano, não é aceito pelo Islã. A explicação dada é que um homem pode levar sua esposa a cometer Haran (pecado) ao obrigá-la a fazer coisas do tipo servir bebidas alcoólicas ou vestir-se inadequadamente. Desvirtuando-a do caminho de Allah.

– Quais as obrigações da mulher no casamento?

A mulher tem a obrigação de dar atenção ao seu esposo, cuidar do lar, educar os filhos, aconselhar seu marido, guardar seus segredos e OBEDECÊ-LO naquilo que não implique em desobediência a Allah.

Assustou? Claro que sim. A palavra “obediência” assusta a qualquer mulher (ou quase)  do século XXI. Não queremos obedecer a ninguém. Queremos discutir o assunto, tomar posicionamentos e principalmente ter o direito de discordar do marido.

Cabe ao marido tomar as decisões do lar, prover o mesmo e sustentar sua mulher, o que a meu ver, essa última parte é a única interessante do casamento muçulmano. (risos)

Claro que a questão de obediência varia de casamento para casamento. Existem homens muçulmanos que sabem que a mulher não irá se submeter a ele. Estes são raros e eu confesso que nunca conheci nenhum pessoalmente.

É nesse contexto que por vezes, ocorrem os casos de violência doméstica. A mulher nega-se a obedecer ao marido e como conseqüência acaba levando um “corretivo básico”. Um tapinha, um beliscão ou um soquinho no queixo. Mas sempre baseado nas leis de Allah, óbvio!!

Observem esta passagem:

“Os homens são protetores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo o seu sustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado. Quanto aquelas, de quem suspeitais deslealdade admoestai-as (na primeira vez), abandonai os seus leitos (na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios contra elas. Sabei que Deus é Excelso, Magnânimo. [9]”

Isso vai acontecer com você??? Não faço a mínima idéia. Mas para que correr o risco??

Agora você aí, perdidamente apaixonada por um muçulmano está tentando se convencer que seu amado não é assim. Que você conhece ele o suficiente para saber que ele te respeita que é o homem mais carinhoso do mundo e blá, blá, blá…

Acordaaaaaaaaaa Menina!!! (by Ana Maria Braga)

Não se esqueça que os conceitos que ele tem do amor são bem diferentes dos seus. Hoje ele vai fazer qualquer coisa para não te perder. Uma vez assinado o contrato eterno você deixa de ser a estrangeira perfeita para se tornar a esposa perfeita. Quer você queira ou não!

– Precisarei me converter ao Islã?

Não necessariamente. Mas que ele vai tentar ele vai. Ele e a família toda!!!! Mas lembre-se que se você estiver no país dele as leis as quais você se submete são as islâmicas. Isso quer dizer que seus direitos internacionais NÃO VALEM NADA!!!

Conheço muitas mulheres que se converteram para ter mais direitos. Uma mulher não-muçulmana não tem direito a absolutamente nada. Entra com uma mão e sai com a outra, literalmente.

– Vou ter que usar o véu muçulmano?

Depende. Você vai se converter?

Se a resposta for afirmativa então vai ter que usar sim. Sem choro nem vela. Tah bom, com raríssimas exceções…

Se a resposta for negativa… Hummmmm… Talvez.

Na maioria das vezes começa assim:

– Amor, hoje vamos na casa dos meus pais, você bem que poderia cobrir os cabelos para agradá-los né? Ah vai, só hoje!!!

Termina assim:

– Se você não colocar o véu não vai sair de casa e pronto!!!

Mas conheço casos em que o marido permite que a esposa não use o véu. Mas se você acha que isso é tudo, está enganada.

Ok, você não precisa usar o véu, mas esqueça biquíni, regatinhas, saias curtas, e qualquer roupa que seja um pouquinho indiscreta.

Esqueça também: bebidas alcoólicas, carne de porco, forró, axé, valsa, ai bota aqui ai bota ali o seu pezinho… Segura o tcham ou Tucu ti cutucu nu cutuco…

– E o divórcio existe?

Esse assunto é bem discutível, mas existe sim e na prática funciona bem claramente.

Para um homem pedir o divórcio, basta ele falar três vezes em um período estipulado de tempo (três meses) a frase: – Eu te repudio.

Pronto!!!

Já a mulher precisa ter motivos concretos para divorciar-se, como por exemplo, o não sustento do lar por parte do marido ou ainda, e em minha opinião o melhor de todos, por maus tratos. Desde que tenha se repetido por períodos curtos de tempo e que a convivência seja insuportável. (??????????)

Um tapinha só não vale!!! Tem que ser váriossssssss… Variasssssssssss vezes!!!

Se a mocinha decidiu divorciar-se, deverá ser através da lei e cheio de burocracias islâmicas.

Se você não for muçulmana, não leva nadica de nada do divórcio. Portanto, não cometa a burrice de vender tudo o que é seu para dividir a vida com seu marido no país dele. Se vocês se separarem você vai perder tudo.

– Ah, mas aí eu contrato um advogado no Brasil (ou na “Conchinchina”) e pego tudo de volta!!!

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Não tem essa minha amiga. As chances de você sair com alguma coisa são de 1 para 999.999.999.99.9.

Se você se converter ao Islã as regras passam a ser outras. A partilha dos bens será feita de forma igualitária (ahammmm…). Mas esqueça a pensão se você não tiver filhos.

Se você ganhou dote e a iniciativa do divórcio partiu de você, terá que devolver… Ou seja, não venda ou penhore os presentes de casamento do seu noivo.

– E a custódia dos filhos?

Seus filhos por lei serão muçulmanos. Mesmo contra sua vontade. Se você não quiser isso não vá morar no país dele! Se você não se converter, não terá a custódia. Vai ter que fazer que nem no filme “Nunca sem minha filha.”

Esse é outro motivo pelo qual as mulheres geralmente se convertem. Medo de perder os filhos.

Se você se converter ao Islã, terá direito a ficar com os filhos e o seu ex vai ter que sustentá-los. (Boa)

Mas não se iluda. Se você estiver morando no país do seu ex-amado, a probabilidade de trazer seus filhos de volta com você é mínima. Geralmente as mulheres permanecem por aqui até os filhos crescerem e decidirem por si próprios.

– E se tratando de herança?

Bem, depende? Você é muçulmana? Se não…

“Um muçulmano não pode herdar de um não-muçulmano e um não-muçulmano não pode herdar de um muçulmano.” (Profeta Mohamed)

Entendeu?

Se você for cristã… Adeus Amor, eu vou partir…

Se você for muçulmana convertida (ou de nascença) a partilha dos bens do morto dá-se de várias formas… Nenhuma delas você fica com toda a metade!!!

Resumindo:

O esposo tem direito a METADE da herança quando este não tiver filhos do casal. Do contrário ele herda a quarta parte da herança da esposa.

A esposa tem direito a QUARTA parte da herança quando esta não tiver filhos do casal. Do contrário ela herda a oitava parte da herança do marido.

Porque da diferença???

“Os homens são os protetores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo seu sustento do seu pecúlio.” (Capitulo 4 Versículo 34)

Ou seja, vai arranjar outro bofe para te sustentar. Porque “vós nascestes” para ser FRACONA!!!! Hahahahaha

E os filhos, herdam alguma coisa?

Sim, mas os meninos ficam com mais do que as meninas… Sempre!

– Eles são fiéis?

A quem? A Allah sim. (ironia)

Já falei aqui sobre poligamia então não irei me repetir. Mas quanto à casinhos extraconjugais, não se iluda. Existem sim. E muitos.

Eles adoram criticar os ocidentais pela infidelidade permissiva, mas isso é uma grande hipocrisia. Tenho várias confissões de mulheres traídas e não me refiro aqueles que desposaram outra mulher não, me refiro a amantes mesmo.

A diferença é que eles não são culpados ou punidos perante a lei por isso. Já você… Apedrejamento, chibatadas, etc…

Os homens geralmente são perdoados e apenas é concedido a esposa o direito ao divórcio.

Mas a verdade é que o Islã não permite adultério. Nem para homens nem para mulheres. Mas no Brasil isso também não é permitido por lei, mesmo assim…

– Devo ser a segunda esposa?

Depende de seu amor próprio né? Se você não é ciumenta e sabe dividir…

Ele vai dizer a você que não ama ela, que só casou por obrigação e mimimi…

Vai te convencer que não pode se divorciar por causa dos filhos e porque Allah não aprovaria. Vai prometer que ela não vai atrapalhar em nada. Que você não vai conviver com ela e por aí vai.

A verdade é que ela vai estar sempre presente entre vocês nas festinhas de família, e ele vai ser obrigado à sustentá-la para o resto da vida!

Tudo o que ele der para você vai ter que dar a ela. Então não fique esperando muitos presentinhos caros. Hahahahaha

Bemmmmm legal!!!!

– Vou poder trabalhar?

Como com três filhos para criar??? Hahahaha

Mesmo que você não tenha filhos. O homem muçulmano entende que ele deve prover tudo para a família, então a possibilidade dele aceitar que você trabalhe é pouca.

– Mas mesmo assim eu quero minha independência!!

Não se iluda fofinha. Aceite as conseqüências de casar-se com um homem muçulmano. Não vai ser fácil convencê-lo. Mas tudo é possível.

Abre parênteses

As mulheres que se envolvem com muçulmanos, principalmente as brasileiras, acham que por eles se mostrarem tão amorosos e tão compreensivos não precisarão mudar sua personalidade. Isso é balela!!! Sua forma de falar, vestir, portar e até mesmo de demonstrar afeto será totalmente modificada.

A princípio ele vai dizer que te ama do jeitinho que você é, que você não preciasa mudar. Mas depois que vocês se casarem, as exigências passam a ser outras. Acredite!

Fecha parênteses

A obrigação da mulher é cuidar da família e do lar. Nenhuma mulher pode trabalhar tempo integral. O Islã considera injusto sobrecarregar a mulher com trabalho fora as suas atribuições naturais. (parir, lavar, passar, etc…)

Observando por esta ótica é até bonitinho. Porém essas leis foram escritas há 1400 anos. Hoje existem cargos que exigem apenas do intelectual e não da força. Isso simplesmente é ignorado pelo Islã.

Além disso, em nenhum momento considera-se a possibilidade do marido ser o responsável pelos filhos a não ser pela questão financeira. Em algumas passagens diz-se até mesmo que eles não foram dotados por Allah com a capacidade de criar os filhos sozinhos, ou seja, trocar fraldas, dar mamadeira e educar.

Novamente devo dizer que existem relacionamentos de sucesso. Onde o homem é mais tolerante e esclarecido com relação à cultura da sua esposa. São poucos. Afinal, amar também é abdicar.

Para mim a abdicação está além dos meus limites. Mesmo em uma relação de pessoas do mesmo país, já existem complicações além da conta, imaginem quando envolve religião e cultura.

Até mesmo os cristãos árabes são muito difíceis de lidar. A cultura enraizada é por muitas vezes mais forte do que a lógica. As dificuldades encontradas nos relacionamentos entre cristãos árabes são praticamente as mesmas do que aquelas encontradas nos relacionamentos com muçulmanos. Eles também são conservadores e tem suas próprias ideologias sobre o casamento.

Bom, minha gente! Espero ter esclarecido as dúvidas de vocês. Desculpem-me as piadinhas, mas nunca neguei que não sou grande fã dos relacionamentos entre muçulmanos e não-muçulmanas. Até mesmo de estrangeiros com egípcios. Não acho que seja impossível, apenas acho muito árduo.

Sei que homem decente não está fácil. Mas eu tenho um lema que sempre carrego comigo:

Antes só do que mal acompanhada!!!

Se tiverem mais dúvida mandem aí. Se não concordam com o texto mandem também…

Um beijão

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