AO CAIR DA NOITE

Palavra do dia

Copo: Copeia

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Depois de tanto falar em religião, restrições e pecados, resolvi falar sobre um assunto mais leve: BALADA!!! Bom, não balada propriamente dita, mas sobre o lazer noturno do Cairo. Acho que está na hora de fazer justiça a esta cidade e contar um pouquinho sobre o lado divertido dela.

Cairo à Noite

Eu e o Rodrigo adoramos sair para jantar. Conhecer novos lugares sempre foi um dos nossos programas preferidos. Aqui no Cairo isso se tornou ainda mais interessante. Esta cidade possui uma vasta diversidade de restaurantes, cafés e bares. Aqui você encontra todo tipo de comida, desde lugares típicos à cozinha internacional. Muitos dos restaurantes que conheci aqui, não perdem em nada para os que costumava freqüentar no Brasil e arrisco até mesmo a dizer que alguns chegam a ser até melhores.

No Cairo a noite transforma-se completamente. A cidade que durante o dia é empoeirada e abafada, a noite transforma-se em um lugar exótico e fresco. Os hotéis ficam todos iluminados e a orla do Rio Nilo traduz-se em um verdadeiro cartão postal, virando o lugar ideal para as mais variadas aventuras gastronômicas. Embora o comércio permaneça aberto até altas horas, a cidade está um pouco mais tranqüila e o trânsito, ainda agitado, passa a ser menos engarrafado, facilitando o acesso entre os bairros.

O povo daqui adora sair à noite. Eles tem o hábito de ficar sentados nas ruas e olhar o movimento. As pontes e ruas mais conhecidas ficam lotadas. Muito engraçado ver os grupos de amigo e os casais levando suas cadeirinhas para sentar-se nos viadutos e nas calçadas. Não preciso dizer que esta hora também é propícia para um leve piquenique. Confesso que este programinha não me atrai nem um pouco, mas há aqueles que têm nisso o seu lazer maior. Vai entender!

Barco Blue Nile

Os melhores e mais caros restaurantes estão localizados no interior dos hotéis 5 estrelas. As bebidas alcoólicas são mais fáceis de ser encontradas nestes lugares, porque como eu já disse em posts anteriores, não são todos os lugares que as comercializam. Lugares internacionais como o Buddah Bar e Hard Rock Café estão centralizados nestes hotéis. Mas ainda temos as opções dos restaurantes flutuantes, vários barcos ancorados na orla grandes e iluminados, que foram transformados em restaurantes de cozinhas internacionais. Muitos deles são ao ar livre e nos dias menos quentes são uma opção e tanto.  Existem também os que se movimentam pelo rio, uma ótima opção para turistas, pois oferecem jantar e show local além do passeio ser super agradável.

Os bairros de Zamalek, Maadi e Mohandessin são os meus preferidos no quesito gastronomia. Restaurantes simpáticos e exóticos são um dos pontos atrativos destes locais. Ainda estamos desbravando o Cairo, mas já  tenho a listinha dos meus preferidos. Para quem vem para cá, não deixe de visitar o Sequóia , o Blue Nile e o Le Pacha.

Se você está em busca de algo, vamos dizer assim, mais dançante, o Cairo também oferece uma boa quantidade de casas noturnas bem legais. Claro que o conceito é diferente do brasileiro, o que por um lado é bem legal, pois não tem aquela “caçação” desenfreada (já passei da fase), porém, com jeitinho os solteiros podem até acabar se dando bem. Vai do jazz ao eletrônico e segundo alguns amigos (porque confesso que nunca fui), as casas são super bem freqüentadas, sendo a maioria por estrangeiros.

Costa Cafe

As cafeterias, que são por sua vez, os mais populares, também são excelentes. Redes como a Starbucks, Costa Coffee e Cilantro são as mais famosas e internacionais, porém existe uma infinidade de outras opções espalhadas por todos os lugares, todos mesmo!  À noite, elas viram points para o encontro dos adolescentes e lazer para os mais velhos. Ficam abertas até altas horas e estão sempre lotadas. O único problema é que em todas elas o fumo é permitido, não havendo locais separados para fumantes e não-fumantes. Aliás, este costume ainda não chegou por aqui. Existem também as casas de chá, onde os freqüentadores são apenas o povo local e em sua grande maioria homens. Dificilmente você encontra uma mulher neste lugar. Ali, fuma-se Sheesha e toma-se chá por horas e horas a fio. Devo dizer que no quesito higiene e decoração, o lugar está em última colocação no meu ranking.

Realmente o Cairo é muito rico em cheiros e sabores (de todos os tipos hehehe), pode-se viver muito bem aqui, tratando-se de alimentação principalmente. Claro que você precisa escolher bem o restaurante porque tem muita armadilha também. Mas a melhor parte é que para o bolso dos brasileiros, os preços não são nada salgados, muito pelo contrário se compararmos ao Brasil. Com R$ 100,00 você faz uma refeição digna de rei, o que não é possível por aí.

Aos poucos iremos descobrindo mais lugares. Quem sabe numa próxima vez eu não faça indicações mais elaboradas aos viajantes de plantão?

Beijo à Todos.

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O RAMADAN

Palavra do dia:

Coração: Qalb

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“” Sabei que o revelamos (o Alcorão), na Noite do Decreto. E o que te fará entender o que é a Noite do Decreto? A Noite do Decreto é melhor do que mil meses. Nela descem os anjos e o Espírito (Anjo Gabriel), com a anuência do seu Senhor, para executar todas as Suas ordens. (Ela) é paz, até ao romper da aurora!” (Alcorão Sagrado, Surata 97).

Hoje está começando o mês do Ramadan para os países Islâmicos. Esta é uma época muito especial para os muçulmanos. Vou ensinar a vocês um pouquinho sobre este assunto para num futuro Post, descrever como foi este mês para mim.  

O mês do Ramadan foi o mês da revelação do Livro Sagrado dos muçulmanos, o Alcorão. A data é baseada pela lua, portanto varia a cada ano, desta vez caiu no mês de Agosto. Foi neste período que ocorreu o que se costuma chamar de “Noite do Decreto”, onde supostamente deu-se o “fim da Ignorância” (sei, sei!!), ou seja, o homem recebeu os ensinamentos sagrados de Alá. Nesta época o povo islâmico dedica-se totalmente a Ele, reverenciando-o e agradecendo pelos seus ensinamentos.

Os muçulmanos acreditam que para você se tornar um ser puro, são necessárias algumas restrições. Durante o resto do ano, com exceção de algumas datas específicas, os muçulmanos podem “quase” tudo. No mês do Ramadan, quase nada (imagina pelo que passam as mulheres nessa época). Para eles é impossível alcançar a perfeição sem antes ser puro física e espiritualmente.

Dizem que durante os dias do Ramadan, as portas do Inferno se fecham, permanecendo abertas somente as portas do céu.  Mas se você pensa que é só ir entrando está totalmente enganado. Para garantir a sua passagem pelos portões divinos, são necessários alguns sacrifícios bem básicos. Você precisa estar puro para tal façanha e somente seguindo as regras ensinadas por Deus, através de Mohammed é que essa graça será alcançada.

A primeira regra é o nível comum de jejum. Nesta fase o povo se restringe de água e comida desde o alvorecer até o por do sol. É extremamente proibida qualquer forma de alimentação durante estas horas. Para vocês terem uma idéia, uma grande parte da população muçulmana não escova nem os dentes. Se já era agradável antes, imagina agora! Os trabalhadores têm sua carga horária reduzida (que você nem percebe a diferença já que eles não são adeptos ao trabalho mesmo) assim como as escolas. Isso ocorre porque as pessoas ficam fracas e sonolentas devido à falta de alimentação, então imaginem como fica o Cairo que antes, já não era um exemplo de agilidade.

Mas assim que o último raio de sol se põe no oeste, meus amigos, a cidade vira um verdadeiro caos. Todos saem às ruas para distribuir comida  (imaginem a forma de distribuição dessas guloseimas, heim?), amor e muitos, mas muitos abraços!!! (Fujaaaammmm!!!) Afinal esta é a época de amor e fraternidade. O trânsito fica um milhão de vezes pior e os restaurantes ficam abarrotados de gente!! Agora me pergunta se eu vou sair de casa??? “Bem Capaz”!! Detesto este excesso de solidariedade!!! Aliás, assim como no nosso Natal, penso que isso é uma hipocrisia. Deveríamos ser solidários, pacientes, amorosos e compreensivos todos os dias, mais ainda, se o objetivo é estarmos mais próximos de Deus, mas esta discussão dá muito pano pra manga então, não vou entrar em detalhes.

A segunda regra é o Jejum Especial. Aqui, é proibido comer, beber e adivinhem? Ter relações sexuais (Ainda Bem neh! Imagina dar beijinho com bafo??). Alguns mais fiéis estendem esta terceira até o fim do Ramadan, independente se noite ou dia, outros, acreditam que após o pôr do sol, tudo está liberado! Este é um dos mais altos níveis de purificação. Aqui a entrada ao céu está quase alcançada. Também é nesta fase que o fiel livra-se de todos os seus pecados, se redimindo e pedindo perdão. A fofoca, mentira, soberba, hipocrisia e qualquer outra forma de ” pecado oral” estão proibidos. Caso ocorra uma escorregadinha deve-se dizer “Oh minha língua!” e tudo fica bem (hehehehe). Somente assim você está puro para dirigir-se a Alá.

A terceira e última regra é o Jejum extra especial. Neste momento é praticado o jejum da mente. Nada, mas nada mesmo exceto Alá pode ocupar seus pensamentos. Você deve controlar seus pensamentos e suas ações, fazendo com que Ele esteja todo o tempo presente com você. A forma que os muçulmanos têm de alcançar isso é através da leitura do Alcorão durante todo o tempo. Passam horas e horas do dia lendo o livro sagrado, evitando assim, os pensamentos pecaminosos. Não são todos os que fazem isso, pois se acredita que esta é a mais difícil das regras. Somente os mais evoluídos conseguem, ou seja, os Imans (sacerdotes que dão os sermões nas mesquitas) e os profetas .

Decoração para o Ramadan

Barbadinha neh? Se você seguir estes passos básicos, estará livre de todos os seus pecados e garantindo seu espaço ao lado do Todo Poderoso. Vale ou não vale a pena??? Confesso que não consigo ficar nem duas horas em jejum, imagina o dia inteiro. E o pior é que nesta época do ano o calor é infernal, chega a fazer 50 graus  nos dias mais quentes, não poder beber água é quase um suicídio!! Alá que me perdoe!!!

Mas também existe um lado do Ramadan que particularmente me agrada. A decoração!! A cidade fica toda iluminada com lanternas e tecidos estampados. As mesquitas mantêm suas luzes brilhantes e coloridas por toda a noite. As pessoas vestem-se mais arrumadas e estão mais limpas (acreditem). Inclusive a cidade fica mais limpa. Realmente muito bonito de se ver.

Agora que vocês aprenderam um pouquinho sobre o Ramadan, já posso futuramente contar como foi o meu primeiro mês vivendo esta experiência. Antecipo que a ida ao supermercado nestes últimos dias ficou impossível, pois todos estavam abastecendo as suas dispensas para a preparação dos quitutes noturnos. O Rodrigo teve uma experiência inesquecível, enquanto eu estava presa no trânsito (cerca de 1 hora e meia) a caminho de casa, ele foi as compras. Me parece que foi super agradável.

Ahhh!!! A faxineira não veio hoje!!! Porque será????

Beijo à Todos

ESTÃO TODOS BEM!!

 

Palavra do dia:

Família: a’ilah

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Olá gente. Após 25 dias de muito frio no Brasil amado, estou de volta ao calor devastador do árido Egito. Confesso que estes poucos dias de inverno me fizeram sentir saudades do clima daqui. Definitivamente nasci para o sol.  Alguém lá de cima poderia me explicar qual a graça na combinação entre frio, chuva e umidade?? Só pode ser pegadinha neh!

As férias foram ótimas! Matei a saudade da família, de “quase” todos os amigos (me perdoem aqueles que não consegui ver, mas amo vocês), engordei 10 quilos, afofei os pentelhos do meu irmão e do meu afilhado, tive uma contratura muscular carregando minha sobrinha levemente pesada, batizei meu novo afilhado, levei muitas lambidas dos cachorrinhos e no fim faltou tempo para quase tudo!!!  

Mas estas férias também serviram para me fazer refletir sobre algumas coisas que até então nunca havia antes pensado. Durante estes dias alguns pensamentos rondaram  a minha mente, o que me deixou em um primeiro momento confusa e depois totalmente realizada emocionalmente. A verdade é que não paramos para pensar como somos realmente afetados pelas mudanças que a vida nos impõe.

Família unida permanece unida!

Quando estamos longe dos entes amados, tudo fica meio sem sentido no começo. Sentimos falta da gritaria, dos compromissos, das datas especiais, dos almoços e dos jantares. Sentimos que falta um pedaço de nossa vida a ser compartilhado, que nem mesmo a tecnologia avançada da informática pode suprir. Os abraços e os sorrisos ainda não podem ser substituídos pelas pequenas figurinhas que enviamos pelo MSN.  Somente quando estamos distante é que percebemos o real significado da palavra família. Mas existe outra palavra que eu acredito ser mais difícil de entender o significado: a palavra LAR!!

Quando as pessoas se casam, elas começam a construir um novo lar. A família passa a ser agora um coadjuvante em nossas vidas, não menos importante, porém, um pouco menos participativa. Mesmo para aqueles que moram na mesma cidade de seus familiares, as rotinas passam a ser diferentes e automaticamente a vida toma um novo rumo.  No meu caso, a história é um pouquinho diferente, pois meu lar está a 9.000 km de distância da minha família o que faz com que o dia-a-dia seja ainda mais isolado e a saudade mais difícil de ser matada.

Para nós (Rodrigo e eu) não existem os almoços de domingo na casa do pai ou dos tios, as idas ao shopping com as mães ou os jantares de quartas-feiras na casa dos cunhados. Por aqui, somos apenas nós dois. E se não fossem as amizades que adquirimos, seria ainda mais solitário. Agora você deve estar pensando: Que triste viver assim!!!

Vou contar um segredinho…

Enquanto eu estava no Brasil, junto da minha família, me peguei algumas vezes sentindo saudades da minha casinha, essa mesma, a minha casinha do Egito. Quando voltamos ao nosso país, percebemos que não temos mais aquele mesmo espaço de antigamente. Nossos pais seguiram suas vidas assim como os nossos irmãos. Não fazemos mais parte daquela rotina que um dia também era a nossa, agora temos uma nova. O mundo deles não para porque você está lá. Nada mais justo!

Por mais que todos não meçam esforços para nos agradar, sentimos bem no fundo que lá não é a nossa casa. Aquele não é o nosso quarto, mesmo que tenha sido um dia. Somos VISITAS!!  Ficamos totalmente divididos entre a saudade do nosso lar e a saudade da família. É um sentimento engraçado. Um pouco egoísta até. Por vezes até me culpei por me sentir assim, mas não é algo que podemos escolher sentir ou não. No fim, acabei entendendo o real significado de tudo isso e ele está bem longe de ser triste.

Nosso lar é aquilo que construímos com amor. Não importa se no Brasil ou no Egito. Nossa família sempre será nossa família, isso é insubstituível, mas o mesmo não acontece com o nosso lar. Podemos construir ele em qualquer lugar, sozinhos ou com alguém. O que importa é que aquele lugar é nosso. Lá está as nossas coisas, nosso cheiro, nosso jeito! Cada coisa no lugar que designamos para ela. Passamos a viver a vida de uma forma mais completa. Estamos começando a NOSSA família.

Precisamos aprender a cortar os laços. Não estou dizendo que devemos excluir nossa família da nossa nova vida, ao contrário, a participação dela é fundamental, mas sim que precisamos entender que os vínculos

demasiados não são saudáveis. Não podemos ficar presos aos nossos pais para sempre e vice-versa. Nessa relação não podem haver dívidas ou cobranças, mas sim alegrias pelas realizações e pelas mudanças. Fiquei muito feliz quando percebi que a minha família sobreviveu sem mim. Hehehe. Quanta prepotência pensar que a vida deles seria triste longe de mim! Que nada!!! Muito pelo contrário!!! Meu pai reformou a casa e meu antigo quarto agora é do meu irmão, o qual eu cedo alegremente. Minha mãe comprou seu próprio lar e está super contente, cheia de metas me restando apenas  o sofá-cama. Os demais também deram continuidade aos seus planos e, acreditem, eu não faço parte em nenhum deles e nem quero fazer!!! E o melhor, a saudade permanece!!!

Nessa minha visita eu descobri que é muito bom ir, mas também é ótimo voltar. Isso pode acontecer em qualquer lugar do mundo. Mesmo quando vamos passar o domingo na casa de alguém. Você vai e é tudo ótimo, mas quando você chega em casa no final da tarde é melhor ainda! Eu senti sim saudades da minha rotina egípcia. Eu entendi que minha vida se transformou e que agora as minhas prioridades também mudaram. Antes, tudo que eu queria era chegar do trabalho e ir para o meu quarto ver TV na casa dos meus pais. Hoje, tudo que eu espero é o Rodrigo chegar para jantarmos e ficarmos juntinhos vendo TV. Tenho certeza que para os que ficaram no Brasil, o mesmo acontece. Claro que sempre lembramos uns dos outros, mas alegres por saber que todos estão bem.

O que eu quero dizer é que o mundo não para porque você está longe. Não pode parar!! Essa saudade que sentimos é extremamente saudável. Não suportaria saber que minha família sofre por causa das minhas decisões ou pela minha ausência. Nem quero ter a obrigação de ter de ficar agradando a todos toda a vez que voltar ao Brasil. Odeio este tipo de obrigações!!! Não quero ter que medir quanto tempo passo com um e quanto tempo passo com o outro. Não é isso que mede o amor. Apenas quero que esse tempo seja alegre em todos os seus minutos. Como é bom chegar ao aeroporto, após 20 horas de viagem e ver que toda a sua família esta lá, te esperando como sempre. E o melhor, ver como estão felizes!

Vamos deixar de ser egoístas e encarar a vida de uma forma mais inteligente. Vamos curtir os momentos que passamos juntos e também os que passamos separados. Vamos entender as prioridades dos outros e aprender que o mundo não gira em nosso redor. Vamos ficar felizes por sermos apenas visitas na vida dos outros, afinal, visita não cozinha, não passa roupa e nem lava a louça não é mesmo?? Isso a gente faz em casa!!!

 Beijo à Todos

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