OS ADOLESCENTES DO EGITO
21 Mar 2012 7 Comentários
in Cultura Egípcia, Curiosidades, Egito, Filhos, Religião
Tardei mais voltei…
Devo confessar que andava sem assunto ultimamente. Minha criatividade não estava presente nesse corpo e a preguiça estava tomando conta do meu ser.
Mas, na semana passada um ocorrido fez com que novamente um “click” estalasse em minha mente. Comecei então a juntar algumas informações e resolvi escrever sobre o assunto citado no título acima: Adolescentes egípcios.
Ao fazer uma progressiva no cabelo de uma menina de quatorze anos percebi que adolescentes no Egito são seres repletos de dúvidas e inseguranças.
Até aí nenhuma novidade não é?
Mas, ao contrário do que você está pensando, as dúvidas e inseguranças dos jovens daqui são muito diferentes dos jovens daí.
Enquanto os teens ocidentais pensam em coisas do tipo como não engordar, como ficarem saradinhos, na roupa que vão colocar na festa, como inventar mentiras para os pais, no namoradinho (a), na virgindade que (não) custam a perder e por último no futuro profissional. Os adolescentes egípcios carregam fardos um pouco mais árduos.
Uma das maiores preocupações das meninas, por exemplo, e na hora em que deverão utilizar o véu.
De acordo com o Alcorão, a mulher deve usar o Hijab a partir da primeira menstruação. Mas, na prática isso nem sempre acontece. Algumas meninas relutam a seguir esta regra.
Para mim, nada mais que um sinal de evolução, para outros, um pecado mortal.
Ao conversar com esta menina, perguntei se ela já havia decidido quando daria esse passo. Ela respondeu dizendo que esta era a decisão mais difícil que uma jovem tinha que tomar. Ela gostava da liberdade de usar seu cabelo do jeito que ela quisesse. Adorava fazer penteados e usar ornamentos nas madeixas. Mas ao mesmo tempo se punia por não estar seguindo as regras de Deus, mas que com a ajuda de Allah ela em breve tomaria coragem.
Então eu perguntei o que aconteceria se ela não usasse o véu. Ela respondeu:
- Se eu não usar o véu eu tenho ABSOLUTA certeza que eu não vou para o céu!!!
Eu, me fazendo de boba continuei:
- Mas quem disse isso?
- Allah ora!!! O profeta Mohamed é muito claro em suas palavras através do Alcorão!!
Foi então que não resistindo à tentação eu indaguei:
- Então isso quer dizer que eu estou fadada as chamas do inferno????
Silêncio e um sorriso sem graça…
Para amenizar eu disse:
-Não se preocupe… Se eu for para o inferno esse será o motivo mais irrelevante na hora do meu julgamento!!!
Hahahahahahaha
Só para deixar clara a piada, eu não acredito no inferno, ok?
Mas o que mais me chama a atenção nisso é que as famílias, ou melhor, parte delas, não está mais forçando as meninas a usar o véu.
Muitas mães que eu conheci, deixam a critério das filhas a sua própria fé. Isso para mim é um grande passo nessa sociedade. O livre arbítrio.
Nas classes mais baixas, o véu ainda é obrigado pelas mães e pelos pais. Acredito que a razão seja a ignorância de informação mesmo. Essas classes são mais manipuláveis e questionam menos os ensinamentos.
Ao mesmo tempo, nas classes mais altas, percebi que meninas mais velhas que nunca usaram o Hijab, decidiram passar a usar depois de tempos. Sem mais nem menos passam a cobrir suas cabeças. Questionei a razão disso e a resposta foi que hoje em dia elas estão mais maduras para compreender os ensinamentos do Alcorão. Que desta forma se sentem mais junto de Deus e que encontraram a sua fé.
Para mim: Retrocesso
Outra grande diferença na mentalidade é a sexualidade dos jovens.
É sabido e também dito pelo próprio profeta que toda e qualquer criatura terrena inicia seu período sexual no início da juventude. É impossível escapar das mudanças hormonais. Elas vão acontecer de qualquer jeito.
No Egito não é diferente. Os adolescentes têm nitidamente os desejos sexuais aflorados, porém são obrigados a esconder suas sensações e desejos. Isso, na maioria das vezes acarreta várias consequências irreparáveis na fase adulta.
Ao caminhar pelas ruas do Cairo é fácil observar os grupos de jovens entre 14 e 18 anos interagindo de uma forma extremante imatura. Os meninos principalmente. Ao invés de estarem voltados para as meninas estão preocupados com os amiguinhos. Se abraçam e se acariciam de uma forma excessivamente íntima. A meu ver, isso é mais um sintoma dessa castração sexual imposta pela religião e pelos costumes.
O sexo masculino principalmente precisa extravasar a sua volúpia. Conter isso só trará mais problemas. Principalmente a homossexualidade. Existem muitos estudos que comprovam que a iniciação sexual do menino no Egito ocorre com seu melhor amigo. Eu não estou inventando isso não. Só pesquisar no Google.
As meninas, para suprir suas necessidades acabam casando-se com o primeiro pretendente que aparece pela frente. Muitas vezes fazendo escolhas erradas e precipitadas.
A irmã mais velha dessa menina também é minha cliente. No auge de seus 30 anos, ainda procura o par ideal. Conversando com ela sobre esse assunto ela me esclareceu muitas dúvidas.
Ela me contou que tem muitas amigas que se casaram com verdadeiros crápulas, apenas para se livrar do peso do casamento. Ficar para titia aqui no Egito é um problema sério.
Perguntei a ela o porquê desse desespero e então ela largou a máxima:
- Queridinha… Se a gente na casar a gente não vai transar nunca!!!!
A maioria dos jovens egípcios já estão comprometidos desde a infância.
Isso por vezes traz uma certa segurança, principalmente para as meninas. Estando seguras do matrimônio, elas não precisam se preocupar tanto com a estética como as ocidentais.
Outras vezes isso é um motivo de desespero. A rejeição pelo escolhido transforma a vida dessas meninas em um inferno constante. Imaginar-se casada com aquela pessoa que ela repudia não é nada acalentador.
Para os meninos, ter um parceiro pré-determinado simplesmente significa que a perda de sua virgindade está garantida. Claro que se a menina for um verdadeiro bagulho o jovem ficará frustradíssimo, mas os hormônios ignoram esse contratempo na maioria das vezes.
Os jovens aqui não namoram. Ficam noivos e casam. Não existe a pegadinha de mão. O beijo roubado ou os amassos atrás da igreja…
Conversando com as adolescentes, percebi que existe uma certa frustração por elas terem nascido meninas. Na mente dessas meninas, a vida do menino é mil vezes mais fácil. O Egito gira em torno do sexo masculino.
Conversando sobre gravidez e filhos, reparei que a grande maioria delas preferem ter meninos. Mas não porque a religião prega que os homens são mais fortes e blá blá blá, mas porque a vida delas é muito sofrida mesmo e elas não desejam que suas filhas passem pelo mesmo.
Por outro lado as exigências e expectativas sobre os meninos são inúmeras. Eles precisam ser os comandantes da família. Eles precisam ganhar dinheiro suficiente para sustentar a prole e a esposa. Não existe outra meta na vida a não ser esta. Isso é um fardo grande a ser carregado.
Certamente que atrás de uma história triste sempre existe um lado positivo a ser avaliado. No caso dos adolescentes egípcios, o direito de ser criança ou jovem sem se preocupar com os padrões estéticos e sexuais que a sociedade ocidental impõe é o melhor lado.
Aqui eles brincam, saem, fazem festa sem maldade. Os assuntos não envolvem sexo, drogas ou aneroxia. Eles simplesmente são crianças. Isso eu tenho que admitir é maravilhoso.
Tenho muitas amigas brasileiras que preferem criar seus filhos no Egito que no Brasil. Elas temem pelos excessos da sociedade e pela sexualidade precoce que nós desenvolvemos. Aqui você pode ficar bem mais descansada, não tendo a necessidade de se tornar um radar ambulante sobre as companhias e hábitos do seu filho.
Mas também penso que um pouco de sexualidade não faz mal a ninguém. Crescer sem contato físico (e isso aqui vai até os 25/30 anos) não pode ser muito saudável. O ser humano precisa aprender sobre sua sexualidade enquanto jovem. Do contrário serão adultos frustrados e problemáticos.
Então nem tanto ao céu nem tanto ao inferno não é mesmo?
Uma “afofadinha” não faz mal a ninguém!!
Ao contrário de muitas opiniões, eu penso que casar virgem é uma perda de tempo (hahahaha). A possibilidade de essa relação (sexual) ser prazerosa é bem menor do que as relações entre casais mais experientes.
Nada como a prática!!!
Uma prova disso são os jovens egípcios que moraram no exterior e tiveram a oportunidade de se relacionar com outros parceiros.
Ao se apaixonar por outra pessoa que não aquela que está prometida, ele percebe que o amor é muito mais do que um comprometimento de casamento. A frustração destes jovens ao retornar ao seu país e serem obrigados a casar com pessoas as quais eles não amam é terrível.
Para aqueles que se casam virgens não tenho certeza do que é pior. Imagine nunca saber se aquilo que eles possuem é o “pacote completo” ou se poderia ser muito melhor?
Foi exatamente isso que eu disse para a minha cliente que por opção própria ainda não casou.
- Mas como você vai saber se seu parceiro é o ideal quando você nunca teve outro?
Resposta:
- Às vezes é melhor não saber o que tem lá fora. A decepção é menor…
Mas pensem bem…
Ser privado do primeiro beijo, da sensação da paquera e até da decepção amorosa é realmente necessário?
Quem não se lembra desses sentimentos adolescentes tão marcantes? O que mais significaria a adolescência se não estas descobertas fantásticas?
Antes que os mais radicais se manifestem, eu concordo: Sim o Brasil está demais… Muito precoce, muito exposto e muito prematuro para os jovens. Acredito que seja necessário existir um meio termo para tudo.
Mas ignorar a explosão física e hormonal da adolescência e conter os impulsos de uma forma tão radical não pode ser saudável. Do contrário Alah não teria nos dados todas estas descobertas simplesmente para que fossem traduzidas como forma de pecado.
Para que fazer do sexo algo tão bom??? Porque então não fazer como as plantas… Joga a sementinha no ar e vê no que dá?
Que nos poupasse então de tamanha tentação não é mesmo???
Beijos
AS LEIS DO AMOR PARA OS MUÇULMANOS
15 Ago 2011 46 Comentários
in Casamento, Curiosidades, Mulheres muçulmanas, Religião
“Não desposareis as idólatras até que elas se convertam, porque uma escrava fiel é preferível a uma idólatra, ainda que esta vos apraza. Tampouco consintais no matrimônio das vossas filhas (muçulmanas) com os idólatras, até que estes se tenham convertido, porque um escravo fiel é preferível a um livre idólatra, ainda que este vos apraza. Eles arrastam-vos para o fogo infernal; em troca, Deus, com Sua benevolência, convoca-vos ao Paraíso e ao perdão e elucida os Seus versículos aos humanos, para que Dele recordem.” (221, 2ª Surata – Al Bakara)
Venho recebendo muitos e-mails de moças que estão se relacionando com muçulmanos ou por internet ou por outras vias nestes últimos dias. Estas mulheres procuram em mim por uma “luz” ou uma “verdade absoluta” que infelizmente eu não posso dar à elas.
Sou casada com um homem brasileiro. Nunca namorei homens muçulmanos. O que faço apenas é compartilhar minhas idéias e as experiências que outras mulheres dividem comigo. Portanto, não existem verdades absolutas aqui neste blog.
Como as perguntas e inseguranças são muitas, resolvi escrever mais um texto sobre relacionamentos entre muçulmanos e não-muçulmanas. Vou tentar abordar mais diretamente as leis da Shariah e do Alcorão sobre os direitos das esposas. Obviamente que minha opinião será exposta, afinal, criei o blog para isso.
Bom, vamos aos assuntos…
- Um homem muçulmano pode casar-se com uma mulher não-muçulmana?
Sim. Existem algumas condições para isto como: a mulher precisa ser fiel à sua religião, ou seja, acreditar em Deus e ter sido batizada. E a outra é não ter renegado o Islã, ou seja, ter sido batizada muçulmana e ter trocado de religião.
Porém, para ser consumado o matrimônio no sentido legal, a mulher precisa ter um REPRESENTANTE LEGAL. Isso quer dizer minhas amiguinhas que vocês não são donas do próprio nariz. Para mim isto é mais uma prova de que a mulher não é vista como igual perante o Islã. Você não tem direito de tomar suas decisões legais. Isto é uma regra da Shariah, as leis islâmicas baseadas no Alcorão e nos ensinamentos do Profeta Mohamed.
O homem apenas precisa de duas testemunhas, mas não precisa da autorização de ninguém.
O inverso, no caso uma mulher muçulmana casar-se com um não-muçulmano, não é aceito pelo Islã. A explicação dada é que um homem pode levar sua esposa a cometer Haran (pecado) ao obrigá-la a fazer coisas do tipo servir bebidas alcoólicas ou vestir-se inadequadamente. Desvirtuando-a do caminho de Allah.
- Quais as obrigações da mulher no casamento?
A mulher tem a obrigação de dar atenção ao seu esposo, cuidar do lar, educar os filhos, aconselhar seu marido, guardar seus segredos e OBEDECÊ-LO naquilo que não implique em desobediência a Allah.
Assustou? Claro que sim. A palavra “obediência” assusta a qualquer mulher (ou quase) do século XXI. Não queremos obedecer a ninguém. Queremos discutir o assunto, tomar posicionamentos e principalmente ter o direito de discordar do marido.
Cabe ao marido tomar as decisões do lar, prover o mesmo e sustentar sua mulher, o que a meu ver, essa última parte é a única interessante do casamento muçulmano. (risos)
Claro que a questão de obediência varia de casamento para casamento. Existem homens muçulmanos que sabem que a mulher não irá se submeter a ele. Estes são raros e eu confesso que nunca conheci nenhum pessoalmente.
É nesse contexto que por vezes, ocorrem os casos de violência doméstica. A mulher nega-se a obedecer ao marido e como conseqüência acaba levando um “corretivo básico”. Um tapinha, um beliscão ou um soquinho no queixo. Mas sempre baseado nas leis de Allah, óbvio!!
Observem esta passagem:
“Os homens são protetores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo o seu sustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado. Quanto aquelas, de quem suspeitais deslealdade admoestai-as (na primeira vez), abandonai os seus leitos (na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios contra elas. Sabei que Deus é Excelso, Magnânimo. [9]”
Isso vai acontecer com você??? Não faço a mínima idéia. Mas para que correr o risco??
Agora você aí, perdidamente apaixonada por um muçulmano está tentando se convencer que seu amado não é assim. Que você conhece ele o suficiente para saber que ele te respeita que é o homem mais carinhoso do mundo e blá, blá, blá…
- Acordaaaaaaaaaa Menina!!! (by Ana Maria Braga)
Não se esqueça que os conceitos que ele tem do amor são bem diferentes dos seus. Hoje ele vai fazer qualquer coisa para não te perder. Uma vez assinado o contrato eterno você deixa de ser a estrangeira perfeita para se tornar a esposa perfeita. Quer você queira ou não!
- Precisarei me converter ao Islã?
Não necessariamente. Mas que ele vai tentar ele vai. Ele e a família toda!!!! Mas lembre-se que se você estiver no país dele as leis as quais você se submete são as islâmicas. Isso quer dizer que seus direitos internacionais NÃO VALEM NADA!!!
Conheço muitas mulheres que se converteram para ter mais direitos. Uma mulher não-muçulmana não tem direito a absolutamente nada. Entra com uma mão e sai com a outra, literalmente.
- Vou ter que usar o véu muçulmano?
Depende. Você vai se converter?
Se a resposta for afirmativa então vai ter que usar sim. Sem choro nem vela. Tah bom, com raríssimas exceções…
Se a resposta for negativa… Hummmmm… Talvez.
Na maioria das vezes começa assim:
- Amor, hoje vamos na casa dos meus pais, você bem que poderia cobrir os cabelos para agradá-los né? Ah vai, só hoje!!!
Termina assim:
- Se você não colocar o véu não vai sair de casa e pronto!!!
Mas conheço casos em que o marido permite que a esposa não use o véu. Mas se você acha que isso é tudo, está enganada.
Ok, você não precisa usar o véu, mas esqueça biquíni, regatinhas, saias curtas, e qualquer roupa que seja um pouquinho indiscreta.
Esqueça também: bebidas alcoólicas, carne de porco, forró, axé, valsa, ai bota aqui ai bota ali o seu pezinho… Segura o tcham ou Tucu ti cutucu nu cutuco…
- E o divórcio existe?
Esse assunto é bem discutível, mas existe sim e na prática funciona bem claramente.
Para um homem pedir o divórcio, basta ele falar três vezes em um período estipulado de tempo (três meses) a frase: - Eu te repudio.
Pronto!!!
Já a mulher precisa ter motivos concretos para divorciar-se, como por exemplo, o não sustento do lar por parte do marido ou ainda, e em minha opinião o melhor de todos, por maus tratos. Desde que tenha se repetido por períodos curtos de tempo e que a convivência seja insuportável. (??????????)
Um tapinha só não vale!!! Tem que ser váriossssssss… Variasssssssssss vezes!!!

Se a mocinha decidiu divorciar-se, deverá ser através da lei e cheio de burocracias islâmicas.
Se você não for muçulmana, não leva nadica de nada do divórcio. Portanto, não cometa a burrice de vender tudo o que é seu para dividir a vida com seu marido no país dele. Se vocês se separarem você vai perder tudo.
- Ah, mas aí eu contrato um advogado no Brasil (ou na “Conchinchina”) e pego tudo de volta!!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Não tem essa minha amiga. As chances de você sair com alguma coisa são de 1 para 999.999.999.99.9.
Se você se converter ao Islã as regras passam a ser outras. A partilha dos bens será feita de forma igualitária (ahammmm…). Mas esqueça a pensão se você não tiver filhos.
Se você ganhou dote e a iniciativa do divórcio partiu de você, terá que devolver… Ou seja, não venda ou penhore os presentes de casamento do seu noivo.
- E a custódia dos filhos?
Seus filhos por lei serão muçulmanos. Mesmo contra sua vontade. Se você não quiser isso não vá morar no país dele! Se você não se converter, não terá a custódia. Vai ter que fazer que nem no filme “Nunca sem minha filha.”
Esse é outro motivo pelo qual as mulheres geralmente se convertem. Medo de perder os filhos.
Se você se converter ao Islã, terá direito a ficar com os filhos e o seu ex vai ter que sustentá-los. (Boa)
Mas não se iluda. Se você estiver morando no país do seu ex-amado, a probabilidade de trazer seus filhos de volta com você é mínima. Geralmente as mulheres permanecem por aqui até os filhos crescerem e decidirem por si próprios.
- E se tratando de herança?
Bem, depende? Você é muçulmana? Se não…
“Um muçulmano não pode herdar de um não-muçulmano e um não-muçulmano não pode herdar de um muçulmano.” (Profeta Mohamed)
Entendeu?
Se você for cristã… Adeus Amor, eu vou partir…
Se você for muçulmana convertida (ou de nascença) a partilha dos bens do morto dá-se de várias formas… Nenhuma delas você fica com toda a metade!!!
Resumindo:
O esposo tem direito a METADE da herança quando este não tiver filhos do casal. Do contrário ele herda a quarta parte da h
erança da esposa.
A esposa tem direito a QUARTA parte da herança quando esta não tiver filhos do casal. Do contrário ela herda a oitava parte da herança do marido.
Porque da diferença???
“Os homens são os protetores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo seu sustento do seu pecúlio.” (Capitulo 4 Versículo 34)
Ou seja, vai arranjar outro bofe para te sustentar. Porque “vós nascestes” para ser FRACONA!!!! Hahahahaha
E os filhos, herdam alguma coisa?
Sim, mas os meninos ficam com mais do que as meninas… Sempre!
- Eles são fiéis?
A quem? A Allah sim. (ironia)
Já falei aqui sobre poligamia então não irei me repetir. Mas quanto à casinhos extraconjugais, não se iluda. Existem sim. E muitos.
Eles adoram criticar os ocidentais pela infidelidade permissiva, mas isso é uma grande hipocrisia. Tenho várias confissões de mulheres traídas e não me refiro aqueles que desposaram outra mulher não, me refiro a amantes mesmo.
A diferença é que eles não são culpados ou punidos perante a lei por isso. Já você… Apedrejamento, chibatadas, etc…
Os homens geralmente são perdoados e apenas é concedido a esposa o direito ao divórcio.
Mas a verdade é que o Islã não permite adultério. Nem para homens nem para mulheres. Mas no Brasil isso também não é permitido por lei, mesmo assim…
- Devo ser a segunda esposa?
Depende de seu amor próprio né? Se você não é ciumenta e sabe dividir…
Ele vai dizer a você que não ama ela, que só casou por obrigação e mimimi…
Vai te convencer que não pode se divorciar por causa dos filhos e porque Allah não aprovaria. Vai prometer que ela não vai atrapalhar em nada. Que você não vai conviver com ela e por aí vai.
A verdade é que ela vai estar sempre presente entre vocês nas festinhas de família, e ele vai ser obrigado à sustentá-la para o resto da vida!
Tudo o que ele der para você vai ter que dar a ela. Então não fique esperando muitos presentinhos caros. Hahahahaha
Bemmmmm legal!!!!
- Vou poder trabalhar?
Como com três filhos para criar??? Hahahaha
Mesmo que você não tenha filhos. O homem muçulmano entende que ele deve prover tudo para a família, então a possibilidade dele aceitar que você trabalhe é pouca.
- Mas mesmo assim eu quero minha independência!!
Não se iluda fofinha. Aceite as conseqüências de casar-se com um homem muçulmano. Não vai ser fácil convencê-lo. Mas tudo é possível.
Abre parênteses
As mulheres que se envolvem com muçulmanos, principalmente as brasileiras, acham que por eles se mostrarem tão amorosos e tão compreensivos não precisarão mudar sua personalidade. Isso é balela!!! Sua forma de falar, vestir, portar e até mesmo de demonstrar afeto será totalmente modificada.
A princípio ele vai dizer que te ama do jeitinho que você é, que você não preciasa mudar. Mas depois que vocês se casarem, as exigências passam a ser outras. Acredite!
Fecha parênteses
A obrigação da mulher é cuidar da família e do lar. Nenhuma mulher pode trabalhar tempo integral. O Islã considera injusto sobrecarregar a mulher com trabalho fora as suas atribuições naturais. (parir, lavar, passar, etc…)
Observando por esta ótica é até bonitinho. Porém essas leis foram escritas há 1400 anos. Hoje existem cargos que exigem apenas do intelectual e não da força. Isso simplesmente é ignorado pelo Islã.
Além disso, em nenhum momento considera-se a possibilidade do marido ser o responsável pelos filhos a não ser pela questão financeira. Em algumas passagens diz-se até mesmo que eles não foram dotados por Allah com a capacidade de criar os filhos sozinhos, ou seja, trocar fraldas, dar mamadeira e educar.
Novamente devo dizer que existem relacionamentos de sucesso. Onde o homem é mais tolerante e esclarecido com relação à cultura da sua esposa. São poucos. Afinal, amar também é abdicar.
Para mim a abdicação está além dos meus limites. Mesmo em uma relação de pessoas do mesmo país, já existem complicações além da conta, imaginem quando envolve religião e cultura.
Até mesmo os cristãos árabes são muito difíceis de lidar. A cultura enraizada é por muitas vezes mais forte do que a lógica. As dificuldades encontradas nos relacionamentos entre cristãos árabes são praticamente as mesmas do que aquelas encontradas nos relacionamentos com muçulmanos. Eles também são conservadores e tem suas próprias ideologias sobre o casamento.
Bom, minha gente! Espero ter esclarecido as dúvidas de vocês. Desculpem-me as piadinhas, mas nunca neguei que não sou grande fã dos relacionamentos entre muçulmanos e não-muçulmanas. Até mesmo de estrangeiros com egípcios. Não acho que seja impossível, apenas acho muito árduo.
Sei que homem decente não está fácil. Mas eu tenho um lema que sempre carrego comigo:
Antes só do que mal acompanhada!!!
Se tiverem mais dúvida mandem aí. Se não concordam com o texto mandem também…
Um beijão
EGITO, SAIA DO ARMÁRIO!!!
20 Jul 2011 11 Comentários
in Cultura Egípcia, Curiosidades, Egito, Religião
Um dos assuntos mais discutido nestes últimos meses é o casamento entre homossexuais. Alguns países, inclusive o Brasil, vêm aceitando cada vez mais a homossexualidade como parte da sociedade, portanto, passível de lei e de respeito. Particularmente eu apoio totalmente os direitos gays e principalmente a nova lei, que permite a união legal entre companheiros do mesmo sexo. Mas será que aqui no Egito também existe esta aceitação?
Claro que não!!!!
Primeiramente por ser um país muçulmano, o Egito não tolera, aceita ou respeita a homossexualidade. Não existem leis específicas para isso, porém, outras leis que citam comportamentos obscenos e libertinagem são usadas para punir os acusados.
A religião islâmica é extremamente contrária a homossexualidade e possui Sharias (leis religiosas) específicas contra os atos homossexuais, passíveis inclusive de apedrejamento seguido de morte.
Em Maio de 2011, 52 homens que faziam uma festa em um barco navegando pelo Rio Nilo foram presos acusados de atos homossexuais e orgias aqui mesmo no Egito. Bom, o barco chamava-se “Queem Boat” (Barco Rainha), daí você já advinha que tipo de festinha estava rolando. Estes homens foram torturados pela polícia e 23 deles condenados à cerca de 3 anos de prisão. Relatos afirmam que as partes íntimas traseiras dos rapazes forma submetidas à inspeção médica, a fim de comprovar a homossexualidade dos mesmos.
O mesmo aconteceu em 2008, quando 5 homens foram detidos por “praticas
profanas” e condenados à prisão. Afirma-se que por serem portadores de HIV, os egípcios foram tidos como homossexuais (????) e também sofreram de torturas sexuais para que pudesse comprovar relações anais. Aqui devo confessar que me bateu uma certa curiosidade sobre as técnicas utilizadas para a comprovação. Ânus têm hímem????
Bom, dito isso, vêm a parte que me cabe, ou seja, minha experiência e ponto de vista…
Não precisa ser muito observador para perceber que a homossexualidade está explícita na população egípcia. Basta você caminhar pelas ruas para perceber jovens praticando comportamentos duvidosos. E não, não estou me referindo ao comportamento tradicional dos árabes (homens) de dar beijinho na bochecha ou andar de braços dados. Refiro-me á forma de andar, de dançar e até de vestir dos mesmos. Postura!!!
Como aqui no Egito, sexo antes do casamento é considerado haram (pecado), muitos meninos iniciam suas atividades sexuais com os amigos. Isso não sou eu que estou dizendo. Existem centenas de pesquisas à respeito. Assim como as meninas praticam sexo anal para não perder a virgindade.
Ora, não podemos ocultar o fato que no período da puberdade, os instintos sexuais começam a aflorar e as necessidades físicas passam a ser de certa forma, incontroláveis. Principalmente no sexo masculino. Como estes rapazes nem chegam perto sequer do sexo oposto, nada mais cabível que a curiosidade seja suprida pelo amiguinho.
Uma vez praticado o ato… Já era!!! Hehehehe (brincadeira)
O que eu penso que ocorre, é que muitos destes garotos continuam a praticar a homossexualidade até o casamento ao menos. Depois disso a moralidade religiosa passa a ser prioritária, já que a necessidade sexual é transferida para a esposa (pobrezinha).
O problema é que muitos deles demoram a casar. Ou ainda, não casam nunca. Como fazer então? Aqui não tem prostíbulo. Ao menos não assim como no Brasil. Sim, existem prostitutas, mas você acha que um egípcio de classe baixa tem condição de pagar??? Nem pensar! A saída é o melhor amigo mesmo.
É comum você sair à noite e ver grupos de homens juntos caminhando pelas ruas badalando pelo Cairo. Caçando??? Que nada. Não tem mulher na rua. Pelo menos não desacompanhada. Eles ficam a madrugada inteira rodando pelos lugares mais populares sem nenhuma chance de “se dar bem”, sem ter o que fazer. Qual assunto deles? Não faço a mínima idéia. Mas o que percebo são constantes brincadeiras que envolvem abraços, tapinhas e um excesso de intimidade que para mim é totalmente desnecessário.
Eles andam nas motos para lá e para cá, em 3 ou até 4 passageiros num esfrega, esfrega que só pode ser no mínimo “excitante”. Agarradinhos na cintura um do outro (lá no Rio Grande, macho que é macho segura atrás na moto, ou então se equilibra na marra!! Rsrsrsr). Necessidade??? Hummmm, tenho minhas dúvidas…
Lógico que existe uma parte da sociedade mais moderninha. Ao freqüentar as casas noturnas do Cairo já é possível ver mulheres beeeeeem saidinhas. Mas geralmente os freqüentadores são jovens de classe alta que em sua maioria já moraram fora do país. Ocidentalizados. Estes, e alguns egípcios mais estudados admitem a homossexualidade e muitos até a aceita como parte da sociedade. Mas estas pessoas são a minoria egípcia.
O cidadão egípcio é preconceituoso quando se trata de sexualidade. Não que o Brasil não seja. Mas certamente é mais dividido quanto ao assunto. Tanto que existem projetos de leis contra a discriminação.
O fato é que assumir seu lado homossexual no Egito não é uma opção. Tanto a sociedade quanto a religião muçulmana não admite tal façanha. Então, se você perguntar por aqui, quase todos dirão a mesma coisa: – Não existem gays no Egito!!! Mas todos sabem que no fundo, isso não passa de uma hipocrisia.
O governo mascara a homossexualidade e a religião prega que é vergonha e pecado. O islã prega também, talvez para não parecer tão hipócrita, que no “caso” de existir um gay entre os muçulmanos, este poderá pedir perdão a Alah e procurar atendimento psiquiátrico para se curar. Nunca mais praticar sexo com o mesmo gênero e casar-se a fim de seguir as regras do Alcorão. Caso contrário…
Portanto, homossexualidade é tratada como doença, ou para os mais cultos, patologia. Passível de cura e de opção.
Mesmo os cristãos egípcios não admitem claramente a homossexualidade. Eles dizem que entendem e sabem que existam gays no Egito, mas não entre eles. São só os muçulmanos… Hahahaha.
Preconceitos à parte, as pesquisas estão disponíveis para quem quiser ver. Não existe país que não possua homossexuais. Desculpem-me àqueles que não concordam. O que ocorre é que devido às severas punições aplicadas e a vergonha social a que os gays são submetidos, torna-se impossível sair do armário. Isso vale para ambos os sexos.
Então, por aqui você pode vestir-se como tal, agir como tal, transar como tal. Mas nunca, jamais, assumir-se com tal.
Beijo à todos!!!





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