OS ADOLESCENTES DO EGITO
21 Mar 2012 7 Comentários
in Cultura Egípcia, Curiosidades, Egito, Filhos, Religião
Tardei mais voltei…
Devo confessar que andava sem assunto ultimamente. Minha criatividade não estava presente nesse corpo e a preguiça estava tomando conta do meu ser.
Mas, na semana passada um ocorrido fez com que novamente um “click” estalasse em minha mente. Comecei então a juntar algumas informações e resolvi escrever sobre o assunto citado no título acima: Adolescentes egípcios.
Ao fazer uma progressiva no cabelo de uma menina de quatorze anos percebi que adolescentes no Egito são seres repletos de dúvidas e inseguranças.
Até aí nenhuma novidade não é?
Mas, ao contrário do que você está pensando, as dúvidas e inseguranças dos jovens daqui são muito diferentes dos jovens daí.
Enquanto os teens ocidentais pensam em coisas do tipo como não engordar, como ficarem saradinhos, na roupa que vão colocar na festa, como inventar mentiras para os pais, no namoradinho (a), na virgindade que (não) custam a perder e por último no futuro profissional. Os adolescentes egípcios carregam fardos um pouco mais árduos.
Uma das maiores preocupações das meninas, por exemplo, e na hora em que deverão utilizar o véu.
De acordo com o Alcorão, a mulher deve usar o Hijab a partir da primeira menstruação. Mas, na prática isso nem sempre acontece. Algumas meninas relutam a seguir esta regra.
Para mim, nada mais que um sinal de evolução, para outros, um pecado mortal.
Ao conversar com esta menina, perguntei se ela já havia decidido quando daria esse passo. Ela respondeu dizendo que esta era a decisão mais difícil que uma jovem tinha que tomar. Ela gostava da liberdade de usar seu cabelo do jeito que ela quisesse. Adorava fazer penteados e usar ornamentos nas madeixas. Mas ao mesmo tempo se punia por não estar seguindo as regras de Deus, mas que com a ajuda de Allah ela em breve tomaria coragem.
Então eu perguntei o que aconteceria se ela não usasse o véu. Ela respondeu:
- Se eu não usar o véu eu tenho ABSOLUTA certeza que eu não vou para o céu!!!
Eu, me fazendo de boba continuei:
- Mas quem disse isso?
- Allah ora!!! O profeta Mohamed é muito claro em suas palavras através do Alcorão!!
Foi então que não resistindo à tentação eu indaguei:
- Então isso quer dizer que eu estou fadada as chamas do inferno????
Silêncio e um sorriso sem graça…
Para amenizar eu disse:
-Não se preocupe… Se eu for para o inferno esse será o motivo mais irrelevante na hora do meu julgamento!!!
Hahahahahahaha
Só para deixar clara a piada, eu não acredito no inferno, ok?
Mas o que mais me chama a atenção nisso é que as famílias, ou melhor, parte delas, não está mais forçando as meninas a usar o véu.
Muitas mães que eu conheci, deixam a critério das filhas a sua própria fé. Isso para mim é um grande passo nessa sociedade. O livre arbítrio.
Nas classes mais baixas, o véu ainda é obrigado pelas mães e pelos pais. Acredito que a razão seja a ignorância de informação mesmo. Essas classes são mais manipuláveis e questionam menos os ensinamentos.
Ao mesmo tempo, nas classes mais altas, percebi que meninas mais velhas que nunca usaram o Hijab, decidiram passar a usar depois de tempos. Sem mais nem menos passam a cobrir suas cabeças. Questionei a razão disso e a resposta foi que hoje em dia elas estão mais maduras para compreender os ensinamentos do Alcorão. Que desta forma se sentem mais junto de Deus e que encontraram a sua fé.
Para mim: Retrocesso
Outra grande diferença na mentalidade é a sexualidade dos jovens.
É sabido e também dito pelo próprio profeta que toda e qualquer criatura terrena inicia seu período sexual no início da juventude. É impossível escapar das mudanças hormonais. Elas vão acontecer de qualquer jeito.
No Egito não é diferente. Os adolescentes têm nitidamente os desejos sexuais aflorados, porém são obrigados a esconder suas sensações e desejos. Isso, na maioria das vezes acarreta várias consequências irreparáveis na fase adulta.
Ao caminhar pelas ruas do Cairo é fácil observar os grupos de jovens entre 14 e 18 anos interagindo de uma forma extremante imatura. Os meninos principalmente. Ao invés de estarem voltados para as meninas estão preocupados com os amiguinhos. Se abraçam e se acariciam de uma forma excessivamente íntima. A meu ver, isso é mais um sintoma dessa castração sexual imposta pela religião e pelos costumes.
O sexo masculino principalmente precisa extravasar a sua volúpia. Conter isso só trará mais problemas. Principalmente a homossexualidade. Existem muitos estudos que comprovam que a iniciação sexual do menino no Egito ocorre com seu melhor amigo. Eu não estou inventando isso não. Só pesquisar no Google.
As meninas, para suprir suas necessidades acabam casando-se com o primeiro pretendente que aparece pela frente. Muitas vezes fazendo escolhas erradas e precipitadas.
A irmã mais velha dessa menina também é minha cliente. No auge de seus 30 anos, ainda procura o par ideal. Conversando com ela sobre esse assunto ela me esclareceu muitas dúvidas.
Ela me contou que tem muitas amigas que se casaram com verdadeiros crápulas, apenas para se livrar do peso do casamento. Ficar para titia aqui no Egito é um problema sério.
Perguntei a ela o porquê desse desespero e então ela largou a máxima:
- Queridinha… Se a gente na casar a gente não vai transar nunca!!!!
A maioria dos jovens egípcios já estão comprometidos desde a infância.
Isso por vezes traz uma certa segurança, principalmente para as meninas. Estando seguras do matrimônio, elas não precisam se preocupar tanto com a estética como as ocidentais.
Outras vezes isso é um motivo de desespero. A rejeição pelo escolhido transforma a vida dessas meninas em um inferno constante. Imaginar-se casada com aquela pessoa que ela repudia não é nada acalentador.
Para os meninos, ter um parceiro pré-determinado simplesmente significa que a perda de sua virgindade está garantida. Claro que se a menina for um verdadeiro bagulho o jovem ficará frustradíssimo, mas os hormônios ignoram esse contratempo na maioria das vezes.
Os jovens aqui não namoram. Ficam noivos e casam. Não existe a pegadinha de mão. O beijo roubado ou os amassos atrás da igreja…
Conversando com as adolescentes, percebi que existe uma certa frustração por elas terem nascido meninas. Na mente dessas meninas, a vida do menino é mil vezes mais fácil. O Egito gira em torno do sexo masculino.
Conversando sobre gravidez e filhos, reparei que a grande maioria delas preferem ter meninos. Mas não porque a religião prega que os homens são mais fortes e blá blá blá, mas porque a vida delas é muito sofrida mesmo e elas não desejam que suas filhas passem pelo mesmo.
Por outro lado as exigências e expectativas sobre os meninos são inúmeras. Eles precisam ser os comandantes da família. Eles precisam ganhar dinheiro suficiente para sustentar a prole e a esposa. Não existe outra meta na vida a não ser esta. Isso é um fardo grande a ser carregado.
Certamente que atrás de uma história triste sempre existe um lado positivo a ser avaliado. No caso dos adolescentes egípcios, o direito de ser criança ou jovem sem se preocupar com os padrões estéticos e sexuais que a sociedade ocidental impõe é o melhor lado.
Aqui eles brincam, saem, fazem festa sem maldade. Os assuntos não envolvem sexo, drogas ou aneroxia. Eles simplesmente são crianças. Isso eu tenho que admitir é maravilhoso.
Tenho muitas amigas brasileiras que preferem criar seus filhos no Egito que no Brasil. Elas temem pelos excessos da sociedade e pela sexualidade precoce que nós desenvolvemos. Aqui você pode ficar bem mais descansada, não tendo a necessidade de se tornar um radar ambulante sobre as companhias e hábitos do seu filho.
Mas também penso que um pouco de sexualidade não faz mal a ninguém. Crescer sem contato físico (e isso aqui vai até os 25/30 anos) não pode ser muito saudável. O ser humano precisa aprender sobre sua sexualidade enquanto jovem. Do contrário serão adultos frustrados e problemáticos.
Então nem tanto ao céu nem tanto ao inferno não é mesmo?
Uma “afofadinha” não faz mal a ninguém!!
Ao contrário de muitas opiniões, eu penso que casar virgem é uma perda de tempo (hahahaha). A possibilidade de essa relação (sexual) ser prazerosa é bem menor do que as relações entre casais mais experientes.
Nada como a prática!!!
Uma prova disso são os jovens egípcios que moraram no exterior e tiveram a oportunidade de se relacionar com outros parceiros.
Ao se apaixonar por outra pessoa que não aquela que está prometida, ele percebe que o amor é muito mais do que um comprometimento de casamento. A frustração destes jovens ao retornar ao seu país e serem obrigados a casar com pessoas as quais eles não amam é terrível.
Para aqueles que se casam virgens não tenho certeza do que é pior. Imagine nunca saber se aquilo que eles possuem é o “pacote completo” ou se poderia ser muito melhor?
Foi exatamente isso que eu disse para a minha cliente que por opção própria ainda não casou.
- Mas como você vai saber se seu parceiro é o ideal quando você nunca teve outro?
Resposta:
- Às vezes é melhor não saber o que tem lá fora. A decepção é menor…
Mas pensem bem…
Ser privado do primeiro beijo, da sensação da paquera e até da decepção amorosa é realmente necessário?
Quem não se lembra desses sentimentos adolescentes tão marcantes? O que mais significaria a adolescência se não estas descobertas fantásticas?
Antes que os mais radicais se manifestem, eu concordo: Sim o Brasil está demais… Muito precoce, muito exposto e muito prematuro para os jovens. Acredito que seja necessário existir um meio termo para tudo.
Mas ignorar a explosão física e hormonal da adolescência e conter os impulsos de uma forma tão radical não pode ser saudável. Do contrário Alah não teria nos dados todas estas descobertas simplesmente para que fossem traduzidas como forma de pecado.
Para que fazer do sexo algo tão bom??? Porque então não fazer como as plantas… Joga a sementinha no ar e vê no que dá?
Que nos poupasse então de tamanha tentação não é mesmo???
Beijos
I AMSTERDAM
23 Nov 2011 1 Comentário
Então aqui está o terceiro e último post da série!
Por último, mas obviamente não menos interessante eis que lhes apresento Amsterdam.
Capital da Holanda, Amsterdam é uma cidade como poucas. Embora também rodeada por canais é muito diferente de Bruges. Menos medieval, mas ainda assim antiga, a cidade é absolutamente inspiradora.

Mais uma vez o sol nos contemplava nossa viagem.
Minha primeira grande impressão foram os canais. Lindos!! Fiquei intrigadíssima com as casas-barcos ancoradas por toda a cidade. Elas podem ser facilmente alugadas por turistas que não ficam mareados. O que não é meu caso.
Além de bonitos os canais são extremamente funcionais. Transitando por eles você pode ir a qualquer ponto da cidade. Nos finais de semana é comum ver as pessoas desfrutando da cidade em seus barcos de passeio. Ótima programação para os mais afortunados. Para os pobres como nós, um passeio de barco turístico pode ser feito por poucos euros. Vale a pena para conhecer o coração da cidade e entender como tudo funcionava no século dezessete.

Como em toda a cidade européia, o centro de Amsterdam é muito legal. Muitos prédios antigos e muita cultura habitam o lugar. A torre do século XVII chamada Montelbaastoren pode ser vista de vários pontos da cidade e é um dos prédios antigos mais bonitos também. Mas, certamente os museus são as construções mais interessantes da cidade. Ao menos por fora, pois confesso que só visitei o de Van Gogh. Mas para os fãs de arte, o Rijksmuseum é o mais famoso e maior deles. Lá estão as obras de Rembrandt.
Outro ponto turístico muito interessante é a Casa de Anne Frank. A menina judia que ficou escondida com sua família durante o Holocausto. No dia que passamos por lá a fila estava dobrando a esquina então não conseguimos visitar. Para não deixar em branco tirei fotos ao lado da estátua e da porta da casa. Infelizmente a casa parece ter sido reformada e não é mais cem por cento original. Confesso que isso me deixou um pouco triste.
Tulipas de todas as cores são vendidas em todo o lugar. Elas são como uma espécie de símbolo da Holanda, assim como os sapatinhos de madeira e os moinhos. As lojinhas de souvenir são mais uma vez minha parada obrigatória.
A noitinha após um jantar maravilhoso em uma das muitas casas de grelhados Argentinas, fui finalmente matar minha curiosidade e conhecer a Rua da Luz Vermelha. Sim, é exatamente como você ouviu falar. Várias casas e prédios cujas portas são de vidro, onde as meninas ficam seminuas expondo suas melhores partes.

Nem sempre estas partes são muito convidativas. Como em qualquer casa do ramo, ali tem gosto para tudo. Gordinha, magrinha, nova, velha, oriental, africana… Só escolher. Obviamente que tem também as de primeira classe. As mais concorridas certamente.
A verdade é que esta rua ficou tão famosa que acabou virando ponto turístico. Uma das coisas mais engraçadas que presenciei foram as excursões de velhinhos e velhinhas passeando por ali, sempre acompanhados por um guia. Fiquei pensando o que será que o guia fica informando aos seus turistas…
- À nossa esquerda está Katielem. Loura, 1,70 metros, 54 kg…
Agora, cômico mesmo é ver a cara dos velhinhos tentando segurar a baba. As esposas nem aí para eles, espantadíssimas pela ostentação do lugar. Elas caminham pacientemente, sem vergonha alguma por entre as ruazinhas apertadas. Analisando as sujeitas como se fosse verdura na feira.
Não tire foto das mocinhas!!!! Elas são super amigas dos policiais. Cuidado com a carteira ao passar pelos estreitos corredores. Quase fomos assaltados. E sempre negocie antes os serviços prestados… Não eu não testei, mas ouvi muitos “causos”.
Para aqueles que não têm coragem ($$) de encarar as fulanas de perto, existem outras opções. Milhares de sex shops estão espalhadas neste mesmo bairro. É só entrar e se divertir. Uma infinita opção de produtos para todos os gostos e opções sexuais, até mesmo self-sex. Você fica perdido lá dentro. Existe até Outlet ou Direto de Fábrica.
Se você não curte esse tipo de coisa, mas ainda sim se considera meio pervertido, existem as casas de shows. Streep-tease, sexo ao vivo, gay, etc… Parecem até mesmo teatros do tipo Broadway, fazendo até fila de espera. Muitos permitem a entrada de casais, caso você esteja acompanhado do seu respectivo.
Não, eu não entrei… Muito caro!!!
Em última instância e caso você seja um chato, conservador, cheios de tabus e preconceitos eu aconselho as “cafeterias”. Sim né, porque se você não curte sexo, no mínimo deve curtir dar “um tapinha”!! Não? Hahahaha!!!
Para quem não entendeu, as cafeterias são os locais onde se pode consumir drogas. Maconha, haxixe, chás, etc. Tudo pode ser comprado e CONSUMIDO ali. Sim, porque em Amsterdam as drogas são legalizadas. Ou melhor, semi-legalizadas. Você não pode sair nas ruas e acender um baseado simplesmente. As drogas somente podem ser consumidas em locais permitidos. Se pegarem você consumindo em locais públicos é cadeia na hora.
Agora sim você deve estar se perguntando:
- Se ela não entrou na casa de shows, no mínimo ela comeu um “bolinho” na cafeteria né?
- Pior que não!!! (razões desconhecidas)
Mas Amsterdam tem muito mais a oferecer… Como por exemplo: CERVEJA!!!
Agora sim estamos na minha área!!!
Cervejarias por todos os lados! Pubs por todos os lados! Um espetáculo alcoólico.
Como não deixaria de ser, a mais divertida das cervejarias e mais famosa também é a Heineken. Uma visita imperdível. O World of Heineken (mundo da Heineken) é uma Browery, ou melhor, fábrica de cerveja muito legal.
Durante a visita você conhece toda a história da marca, degusta as diferentes fases de fermentação, é engarrafado, pode fazer uma garrafa com seu nome e o melhor: degusta a cerveja em sua fase mais saborosa… Gelada!!!
Nunca fui muito fã da Heineken, mas apreciar a cerveja direto da fonte é uma experiência e tanto. Não deixe de ir.
Como Amsterdam é uma cidade globalizada e moderna, existem milhares de restaurantes típicos por lá. Argentinos, chineses, japoneses, libaneses e obviamente brasileiros.
Como estávamos a mais de seis meses sem ir ao Brasil, pesquisamos na net o endereço de uma churrascaria brasileira na cidade. Foi uma longa caminhada para encontrarmos o lugar e ao chegarmos logo percebemos que a internet pode ser uma ferramenta enganadora.
O restaurante era minúsculo e de aparência bem duvidosa. Mas como a vontade era muita, resolvemos arriscar. Grande erro!
Tá certo que eles tinham caipirinha e guaraná, mas carne servida e assada por um português (de Portugal) não dá né!!!
O que ele entendia por churrasco para mim não passava de uma piada de mau gosto. Carne torrada, picanha requentada e a costela, ah meu Deus a costela!!! Era um pedaço de osso no espeto. Aí perdeu a noção do perigo!
Pior era o assador/garçom que ao saber que éramos gaúchos ficava brincando de “advinha qual é a carne?” conosco. Era só o que me faltava mesmo!!!!
No outro dia voltamos ao argentino para compensar…
No último dia decidimos por fim alugar as bicicletas. Muitoooooooo legal!!! Embora eu não andasse a mais de 15 anos, me acostumei rapidamente às pedaladas. É bem como diz o ditado… Bem, devo confessar que quase caí umas duas ou três vezes, mas só serviu para dar mais emoção ao passeio.
Fomos ao Vondelpark, aquele parque que dizem poder fazer sexo liberado (acho que é mentira, pois não vi ninguém nem dando um beijinho por lá). Pedalamos até o moinho principal da cidade. Passamos por todos os lugares que nossos pés se recusavam a ir sozinhos.
A dor nas pernas e no bumbum não estava no previsto, mas valeu muito à pena! Não deixe de alugar uma bicicleta quando for a Amsterdam.
O clima de Amsterdam é muito legal e não me refiro à temperatura não. As pessoas são bonitas e educadas. A paisagem é esplêndida e renovadora. As bicicletas fazem um charme à parte e a cerveja convida o visitante a nunca mais ir embora.
Uma cidade memorável onde um dia desejo certamente retornar.
Beijos
JÁ OUVIU FALAR EM BRUGES?
16 Nov 2011 6 Comentários
Bom, hoje vem o segundo Post (de três) sobre a viagem à Bélgica e Holanda. Conforme falei anteriormente, hoje o assunto será sobre Bruges. Nunca ouviu falar né? Pois é. Ela não é muito conhecida turisticamente. Confesso que nunca esteve em meus planos ir até lá. Mas como ficava pertinho de Bruxelas, não custava nada dar um pulinho lá.
Abre Parênteses
Sei que este Blog deveria ser somente sobre o Egito, mas como tenho viajado bastante (graças a “Alah”) acho interessante compartilhar com os leitores a minha visão, neste caso turística, dos demais lugares por onde ando.
Fecha Parênteses

Partindo de trem de Bruxelas, após cerca de uma hora de viagem, chegamos a uma pequenina cidade belga chamada Bruges. Como bons aventureiros que somos, resolvemos caminhar da estação até o nosso hotel. Grande erro!!! O hotel ficava a cerca de 3 km da estação e as ruas eram todas de paralelepípedo. Ideal para quem está carregando malas de rodinhas.
Apesar da distância da estação, nosso hotel era super bem localizado. Bem no centrinho da cidade. As instalações eram bastante rudimentares, mas para compensar a falta de luxo, a dona do hotel ganhava em simpatia. Era uma daquelas casas antigas em madeira de três andares com as escadas circulares e quartos pequenos. Confesso que fez um clima bem legal de romance.
Largamos as malas, recuperamos o fôlego (vá você caminhar 3 quilômetros com mala e depois me diga se não cansa)e pernas para que te quero…
A cidade datada de 1.128 d.C. se divide em duas praças principais e é cercada por lindos canais. Dizem que lembra muito Veneza e por isso que ela é conhecida pelo nome de Veneza do Norte.
A primeira praça chamada de Markt é a principal. Ali se encontram as mais lindas construções da cidade. A mais bela é a Torre Medieval Belfort construída no século 13. Aos seus 88 metros de altura e seus 366 degraus os quais eu não subi, pois ainda estava me recuperando, você pode ver toda a cidade. Era nessa mesma praça que se fazia o comércio da cidade nas antiguidades. À noite a praça ganha um charme especial e fica ainda mais bela com seus convidativos restaurantes, todos no mesmo estilo medieval da cidade.
Caminhando uns 200 metros adiante (não, eu não cansei desta vez) você se depara com a Praça Burg. Outro lugar encantador. Ali está a Provincial Court outro prédio fascinante utilizado hoje como Câmara Municipal e Prefeitura, a Igreja de Nossa senhora e outra torre menor chamada de Torre de Pólvora.
Mas o que mais me seduziu em toda a cidade foram os canais. Pegamos um barco que nos levou a um passeio fantástico por toda a cidade. Você pode
À noitinha fomos (como sempre) em busca de um restaurante charmoso e aconchegante. Descobri durante a minha procura que isso era uma ironia da cidade. TODOS os restaurantes são charmosos. É só escolher e entrar que você não vai errar. Escolhemos um bistrô em uma esquina qualquer e “vualá”!! Melhor refeição até aquele dia. A caminhada de volta assobiava um ventinho de outono, mas o calor do vinho ainda nos mantinha aquecidos. Inesquecível!! ver Bruges de uma forma muito mais atraente. Os pequenos restaurantes e ateliês são particularmente lindinhos à beira dos canais, com suas janelas decoradas. As pontes intactas, ainda preservando seu estilo original, quase tocam as nossas cabeças cada vez que cruzadas, dão uma emoção à parte e as aves nadando e repousando nas margens colorem a paisagem ainda mais. Não deixe de fazer este passeio de jeito algum.
Na manhã seguinte caminhamos entre as lojinhas de artesanato e souvenires. Adoro comprar lembrancinhas em minhas viagens… Acho legal a idéia de trazer comigo um pedacinho do lugar. Fomos até os moinhos que se localizavam perto dos bairros residenciais da cidade que também são encantadores (estou ficando sem adjetivos).
À tarde, após forrar o estômago, fomos conhecer a famosa cervejaria da cidade.

No final do tour você tem direito a um “pequenino” copo de copo de meio litro de cerveja blonde para praticar aquilo que você aprendeu durante a visita: BEBER. Contando com as duas que eu já tinha tomado antes do tour… Bom, nem preciso dizer o meu estadinho né?
Naquela noite visitamos outro restaurante bem bonitinho onde eu comi pela primeira vez… coelho! Confesso que gostei do sabor da carne que veio em forma de um ensopado, mas não pude evitar os pensamentos sobre o bichinho branquinho e fofinho. Tive pesadelos aquela noite. Mas a especialidade ainda são os famosos mexilhões (passo)
Bruges foi uma das cidades mais lindas que conheci. Mesmo não sendo tão luxuosa como Paris ou tão famosa como Roma, vale cada centavo a ida até lá. Para quem curte este estilo medieval não há nada mais apaixonante. Cada detalhesinho da cidade me encheu o coração de alegria e eu simplesmente adoro esse tipo de lugar. Mas se serve como dica eu aviso: Passe ao menos uma noite lá. Você não vai se arrepender.
Quem quiser ver mais de Bruges, assista o filme “In Brugge” com o Colin Farrel. Muito legal!
Beijos



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